#halfassedart
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8 de abr. de 2013
24 de mar. de 2013
Aquele do Haley Joel Osment de shortinho: Sassy Pants (2012)
O ano de espera para assistir Haley Joel Osment gay vestindo nada mais do que um shortinho jeans não valeu tanto a pena assim. Sassy Pants é um filme pós-adolescente em que Ashley Rickards (da série Awkward. que, aliás, todos que curtem comédia colegial devem assistir, é histérico) interpreta Bethany Pruitt, uma garota derrotada, na merda, sem amigos e sem vida social alguma por ter sido obrigada a frequentar uma escola online em casa depois da mãe ter sido humilhada quando uma gravação do ex-marido fazendo sexo com o professor de música da escola foi noticiada na primeira página do jornal local. A partir daí, Bethany começa sua jornada pra conseguir ir para a faculdade de moda e se desvincular da mãe completamente possessiva. Tem um feeling de "Hum, já vi isso em outro lugar."
Pra ser bem sincero, eu estava mais interessado no relacionamento do personagem do Haley Joel Osment com o pai da protagonista do que com a história principal em si, mas Osment não aparece muito, sua participação é quase cenográfica. Mas não foi por isso que o filme não me agradou tanto. O roteiro não tem nada de muito especial exceto algumas cenas muito bem boladas com a avó e o irmão da protagonista. As poucas cenas sobre o pai gay namorando uma bicha alternativa da idade da filha acabam, positivamente, roubando totalmente o foco.
Apesar de tantos baixos, eu recomendo dar uma olhadinha. Pra quem é fã do Osment, vê-lo fazendo a bicha passiva afeminada com certeza vale uma espiada.
8 de dez. de 2012
Aquele d'A Gafe
Ontem estava trabalhando aplicando um exame de proficiência para falantes de inglês pré-adolescentes e pela primeira vez em três anos aplicando prova eu vi uma criança chorando.
Vamos chamar o garotinho de Luiz Gustavo. Então Luiz Gustavo tinha dez aninhos de idade. Papai o levou até a sala de espera e lhe desejou boa sorte. Dois minutos depois ele retorna com o celular em mãos, dizendo que a mãe do garoto tinha ligado para desejar boa sorte.
Pronto. Luiz Gustavo desabou em lágrimas.
Eu me senti dentro de um filme dramático sobre uma criancinha que vivia longe da mãe. A gente não ficou sabendo das fofocas da família do menino, mas o meu palpite era que ele não morava com a mãe ou ela tinha viajado pra bem longe. Mas isso não importa.
Não tardou até eu ver todos os supervisores fazendo força pra não chorar junto.
Terminada a ligação Luiz Gustavo foi lavar o rosto e lhe trouxemos um copinho com água e açúcar para ele se acalmar. Quando eu pensei que fosse o fim da dramalheira uma das fiscais mais velhas começou a tentar conversar com garoto numa tentativa de deixá-lo mais calmo.
E foi então que ela cometeu A Gafe.
"Você é filho único ou tem algum irmão?"
"Eu tinha uma irmã... mas ela morreu."
Podia ter ficado calada.
Vamos chamar o garotinho de Luiz Gustavo. Então Luiz Gustavo tinha dez aninhos de idade. Papai o levou até a sala de espera e lhe desejou boa sorte. Dois minutos depois ele retorna com o celular em mãos, dizendo que a mãe do garoto tinha ligado para desejar boa sorte.
Pronto. Luiz Gustavo desabou em lágrimas.
Eu me senti dentro de um filme dramático sobre uma criancinha que vivia longe da mãe. A gente não ficou sabendo das fofocas da família do menino, mas o meu palpite era que ele não morava com a mãe ou ela tinha viajado pra bem longe. Mas isso não importa.
Não tardou até eu ver todos os supervisores fazendo força pra não chorar junto.
Terminada a ligação Luiz Gustavo foi lavar o rosto e lhe trouxemos um copinho com água e açúcar para ele se acalmar. Quando eu pensei que fosse o fim da dramalheira uma das fiscais mais velhas começou a tentar conversar com garoto numa tentativa de deixá-lo mais calmo.
E foi então que ela cometeu A Gafe.
"Você é filho único ou tem algum irmão?"
"Eu tinha uma irmã... mas ela morreu."
Podia ter ficado calada.
11 de nov. de 2012
Aquele em que meus pais brigam
Fui até a cozinha pegar uma maçã na geladeira e não demorou muito até eles começarem:
"MULHER, JÁ FALEI PRA VOCÊ TIRAR O FIO DO CELULAR DA TOMADA SEM PUXAR!"
"EU TIRO DO JEITO QUE EU QUISER, O CELULAR É MEU!"
"E QUANDO ESTRAGAR QUEM É QUE VAI PAGAR?"
"EU QUE VOU PAGAR!"
"HAHAHA VOCÊ VAI PAGAR? COM O DINHEIRO DE QUEM?"
"COM O MEU DINHEIRO! VOCÊ ACHA O QUÊ? QUE EU TRABALHO PRA VOCÊ DE GRAÇA? QUE EU DEIXO A CASA LIMPA, FAÇO COMIDA TODO DIA, DOU UMA FODIDINHA COM VOCÊ, SÓ DE VEZ EM QUANDO NÉ, TUDO DE GRAÇA?"
"Com licença" eu disse, e me retirei.
Eu sou daqueles que acredita que eu não sou obrigado a saber que meus pais ainda fazem sexo. O mundo seria um lugar melhor de se viver se todos os pais se esforçassem para fazer os filhos acreditarem que eles fizeram sexo somente e exclusivamente para concebê-los.
É o que eu acho.
"MULHER, JÁ FALEI PRA VOCÊ TIRAR O FIO DO CELULAR DA TOMADA SEM PUXAR!"
"EU TIRO DO JEITO QUE EU QUISER, O CELULAR É MEU!"
"E QUANDO ESTRAGAR QUEM É QUE VAI PAGAR?"
"EU QUE VOU PAGAR!"
"HAHAHA VOCÊ VAI PAGAR? COM O DINHEIRO DE QUEM?"
"COM O MEU DINHEIRO! VOCÊ ACHA O QUÊ? QUE EU TRABALHO PRA VOCÊ DE GRAÇA? QUE EU DEIXO A CASA LIMPA, FAÇO COMIDA TODO DIA, DOU UMA FODIDINHA COM VOCÊ, SÓ DE VEZ EM QUANDO NÉ, TUDO DE GRAÇA?"
"Com licença" eu disse, e me retirei.
Eu sou daqueles que acredita que eu não sou obrigado a saber que meus pais ainda fazem sexo. O mundo seria um lugar melhor de se viver se todos os pais se esforçassem para fazer os filhos acreditarem que eles fizeram sexo somente e exclusivamente para concebê-los.
É o que eu acho.
29 de out. de 2012
Aquele das vagens
Não é exatamente um segredo que um dos maiores desejos do meu pai é ver meu namorado morto. Um ano e meio já se passou depois do fatídico dia em que todas as esperanças de papai de me ver casado com alguma Sra. Seios se desvaneceram em pó. Os limites dos segredinhos já haviam extrapolado e eu tive que desenhar explicadinho para ele entender que o amiguinho com quem eu passava tanto tempo junto era na verdade meu namorado.
Esses dias enquanto mofávamos em casa, nesse calor infernal do Rio de Janeiro, decidimos cozinhar vagens para a salada do jantar. Como meu namorado não sabe preparar as vagens do jeitinho que minha mãe costuma fazer, eu pedi delicadamente para ele ligar pra minha casa e perguntar para ela. Afinal, meu pai trabalhava o dia todo fora e a Sra. Minha Mãe, diferente dele, não havia me proibido de mencionar o nome do bofe em sua presença.
E então ele ligou.
"Alô?", ele disse depois de discar o número. "Dona Madalena? É o Anderson, namorado do Alison, tudo bem? ..... Ué. Ela desligou na minha cara."
Não deu nem um minuto e meu pai ligou para o meu celular, puto da vida, dando sermão sobre como ele não precisa que eu esfregue na cara dele os detalhes do meu "estilo de vida".
Mas que culpa eu tenho se ele saiu cedo do trabalho e acabou atendendo o telefone?
Esses dias enquanto mofávamos em casa, nesse calor infernal do Rio de Janeiro, decidimos cozinhar vagens para a salada do jantar. Como meu namorado não sabe preparar as vagens do jeitinho que minha mãe costuma fazer, eu pedi delicadamente para ele ligar pra minha casa e perguntar para ela. Afinal, meu pai trabalhava o dia todo fora e a Sra. Minha Mãe, diferente dele, não havia me proibido de mencionar o nome do bofe em sua presença.
E então ele ligou.
"Alô?", ele disse depois de discar o número. "Dona Madalena? É o Anderson, namorado do Alison, tudo bem? ..... Ué. Ela desligou na minha cara."
Não deu nem um minuto e meu pai ligou para o meu celular, puto da vida, dando sermão sobre como ele não precisa que eu esfregue na cara dele os detalhes do meu "estilo de vida".
Mas que culpa eu tenho se ele saiu cedo do trabalho e acabou atendendo o telefone?
12 de out. de 2012
Aquele de quando eu era criança
Acho um absurdo o que a natureza faz com a gente durante o crescimento, algumas coisas chega a ser até injusto. Quando bem criancinha mesmo eu era totalmente diferente, quase irreconhecível. Branco, gordinho-gostoso, os cabelos pretíssimos e lisíssimos. Hoje eu sou magrelo, negro, com os cabelos mais crespos que bucha-vegetal. Eu costumo acreditar, inclusive, que minha família devia achar que algum erro do hospital levou a trazerem a criança errada pra casa.
Tem gente que nem acredita que o bebê da foto um dia fui eu, mas olhando bem, há dois fatos incostestáveis: Minhas orelhinhas pontudas e o narizinho de batata.
O destino podia ter pelo menos me deixado com o cabelo liso, cuidar do afro todas as manhãs dá um trabalho do cão.
7 de out. de 2012
Aquele do título eleitoral
Todo ano eu perco o título de eleitor e fico a véspera inteira do dia da votação procurando a droga do documento pra não perder o dia. Esse ano não foi diferente.
Há algumas semanas atrás minha tia havia pedido meu título pra ganhar propina de um candidato a vereador e inventei uma mentira deslavada que tinha perdido meu documento. Vender voto não é comigo, muito menos deixar alguém TIRAR XEROX do meu documento (porque era pra isso que ela queria) pra receber vinte reais de um vereador vagabundo que nem primeiro ensino completo tem.
"Já achou o título, filho?", peguntava minha tia inúmeras vezes.
"Não, tia, tô procurando ainda."
Então ontem eu fui abrir a caixinha onde eu acreditava ter deixado o título e Que surpresa!, não estava lá. Parecia castigo divino.Nunca mintam, crianças. Mentir gera karma negativo.
E assim foi o meu sábado antes votação: Vasculhar meu quarto INTEIRO, bagunçar ainda mais minha já então bagunçada estante procurando um mísero pedaço de papel enquanto meu pai lindo berrava constantemente no meu ouvido palavras de apoio como o quanto eu era irresponsável, o quanto ele não acreditava que todo ano de votação o mesmo drama acontecia e que eu ia ter que enfrentar fila para re-fazer um título de eleitor pela terceira vez.
Pois bem, o dia passou e eu não encontrei meu título de eleitor. Acordei hoje de manhã cedinho de novo pra dar mais uma olhada na esperança de que algum buraco tenha passado batido e o infeliz documento estivesse por lá. Eu passo pelo quarto dos meus pais e observo a estranha situação de meu pai vasculhando uma de suas gavetas. Já estranhei.
Dois minutos depois, enquanto eu arrancava meus cabelos, meu pai vem me entregar meu título. Ele tinha guardado, olha que fofo. Ele tinha guardado meu título para me poupar do para sempre drama da minha vida de perder meus documentos quando eu preciso deles.
Minha vontade foi de esganar.
Há algumas semanas atrás minha tia havia pedido meu título pra ganhar propina de um candidato a vereador e inventei uma mentira deslavada que tinha perdido meu documento. Vender voto não é comigo, muito menos deixar alguém TIRAR XEROX do meu documento (porque era pra isso que ela queria) pra receber vinte reais de um vereador vagabundo que nem primeiro ensino completo tem.
"Já achou o título, filho?", peguntava minha tia inúmeras vezes.
"Não, tia, tô procurando ainda."
Então ontem eu fui abrir a caixinha onde eu acreditava ter deixado o título e Que surpresa!, não estava lá. Parecia castigo divino.
E assim foi o meu sábado antes votação: Vasculhar meu quarto INTEIRO, bagunçar ainda mais minha já então bagunçada estante procurando um mísero pedaço de papel enquanto meu pai lindo berrava constantemente no meu ouvido palavras de apoio como o quanto eu era irresponsável, o quanto ele não acreditava que todo ano de votação o mesmo drama acontecia e que eu ia ter que enfrentar fila para re-fazer um título de eleitor pela terceira vez.
Pois bem, o dia passou e eu não encontrei meu título de eleitor. Acordei hoje de manhã cedinho de novo pra dar mais uma olhada na esperança de que algum buraco tenha passado batido e o infeliz documento estivesse por lá. Eu passo pelo quarto dos meus pais e observo a estranha situação de meu pai vasculhando uma de suas gavetas. Já estranhei.
Dois minutos depois, enquanto eu arrancava meus cabelos, meu pai vem me entregar meu título. Ele tinha guardado, olha que fofo. Ele tinha guardado meu título para me poupar do para sempre drama da minha vida de perder meus documentos quando eu preciso deles.
Minha vontade foi de esganar.
3 de ago. de 2012
15 de jun. de 2012
29 de mai. de 2012
Aquele da higiene alheia
Hoje meu primo Valério veio aqui em casa. Valério era aquele tipo de criança encapetada que ninguém nunca achou que fosse dar certo na vida. Inclusive alguns anos atrás quando eu ainda estava no ensino médio a mãe dele estava tão cheia de problemas que, pra não ter que se estressar ainda mais que o filho, que não queria nada com a vida, o enviou aqui pra casa pra passar uma temporada, na esperança de que o meu pai, o bom e velho pai rígido, conseguisse dar um jeito naquela criatura pra ele virar gente. O tempo passou, ele já embarcou de volta pra casa dele e de vez em quando ele aparece.
Daí que hoje depois do colégio ele passou aqui pra almoçar.
"Vai lavar a mão antes de almoçar, moleque!", meu pai mandou, gritando.
"Que lavar a mão o quê! Lavar a mão pra quê?!"
"Você por acaso sabe por onde essa sua mão andou o dia todo?"
"Sei."
"VAI LAVAR A PORRA DA MÃO!"
"Tá, tá."
"COM SABÃO, VALÉRIO!"
"CARA, VOCÊ É MUITO CHATO!"
"LAVA DIREITO ESSA MÃO, ESFREGA COM FORÇA! TÁ COM MEDO DE ESFREGAR?! TÁ PARECENDO MULHERZINHA! VOCÊ É LADY?"
"LARGA DO MEU PÉ!"
"LAVA ESSA MÃO DE NOVO! TO MANDANDO! AGORA ENXÁGUA! NÃO, COM ESSA TOALHA NÃO, ELA É BRANCA, VAI DEIXAR ELA TODA PRETA!"
"É só porque eu sou preto, não é?"
"NÃO, É PORQUE VOCÊ É PORCO!"
Daí que hoje depois do colégio ele passou aqui pra almoçar.
"Vai lavar a mão antes de almoçar, moleque!", meu pai mandou, gritando.
"Que lavar a mão o quê! Lavar a mão pra quê?!"
"Você por acaso sabe por onde essa sua mão andou o dia todo?"
"Sei."
"VAI LAVAR A PORRA DA MÃO!"
"Tá, tá."
"COM SABÃO, VALÉRIO!"
"CARA, VOCÊ É MUITO CHATO!"
"LAVA DIREITO ESSA MÃO, ESFREGA COM FORÇA! TÁ COM MEDO DE ESFREGAR?! TÁ PARECENDO MULHERZINHA! VOCÊ É LADY?"
"LARGA DO MEU PÉ!"
"LAVA ESSA MÃO DE NOVO! TO MANDANDO! AGORA ENXÁGUA! NÃO, COM ESSA TOALHA NÃO, ELA É BRANCA, VAI DEIXAR ELA TODA PRETA!"
"É só porque eu sou preto, não é?"
"NÃO, É PORQUE VOCÊ É PORCO!"
26 de mai. de 2012
Aquele em que eu falo rápido demais
Não que eu concorde, mas minha mãe vive dizendo que eu falo meio rápido demais, só que na verdade eu considero a velocidade da minha fala num nível normal, não chega a ser exatamente um problema, o problema é a minha mãe que vive enchendo o meu saco querendo me obrigar a ir num fonoaudiólogo, dizendo que eu preciso ir num médico para resolver os meus problemas de fala porque ela reclama que as pessoas, ela principalmente, não entendem as coisas que eu digo, que isso pode ser uma deficiência provida de um gene familiar pois a mesmíssima coisa aconteceu algumas vezes na minha família, aconteceu com meu tio Lúcio e minha tia Neide que na adolescência falavam rápido demais e acabaram escolhendo resolver o problema de se atropelarem nas palavras que pronunciavam num fonoaudiólogo, mas eu não tenho vontade alguma de aprender a falar como eles porque, fala sério, eu não quero falar pausado que nem um idiota pronunciando cada palavra na velocidade da eternidade como se eu estivessse morrendo, porque é assim que meus tios aprenderam a ter o costume de falar depois do tratamento na fono e meu estilo de fala não dá pra ser assim, eu não sou lento, eu não gosto de lentidão, eu gosto das coisas rápidas, portanto minha vida seria muito mais fácil se minha mãe compreendesse isso e parasse de sugerir que eu faça tratamento, porque eu não preciso, eu realmente não preciso, que culpa eu tenho se às vezes ela ou as pessoas não entendem o que eu falo e eu tenha que repetir, não que eu repita né porque se tem uma coisa que me irrita é quando me mandam repetir algo que eu acabei de dizer, nossa me irrita muito, mas o que me irrita mais ainda é aquela maneira bicho-preguiça de falar porque, fala sério, aquilo não é vida, aquilo é atraso de vida, e a vida é muito curta pra ser atrasada, a minha mãe inclusive tem o mesmo "problema" que eu, ela vive reclamando que fala rápido demais também e que eu só aprendi a falar dessa maneira irregular por causa dela, por influência dela, mas eu não entendo o motivo dela achar que precisa ir numa fono, porque eu não preciso, não tem a menor necessidade, e se eu não preciso ela também não precisa, porque eu entendo o que ela fala perfeitamente bem, então se eu falo rápido porque cresci com minha mãe falando rápido demais e consigo entender tudo o que ela fala com perfeição, então, respectivamente, isso significa que EU não preciso de tratamento porque eu falo numa velocidade que dê para as pessoas entenderem, e ponto final.
13 de mai. de 2012
Aquele da tote bag
Um dia desses estava me arrumando pra sair e por uma questão de necessidade resolvi levar uma tote bag comigo porque não estava afim de usar mochila. Tote bag é tipo uma eco bag, não sei realmente o que difere uma da outra, mas enfim. Enfiei tudo o que precisava na maldita tote bag e a joguei no ombro, pronto pra sair. No big deal, afinal, eu canso de ver gente usando a tal bolsa por aí, seja homem ou mulher. Quer dizer, não que aqui no Brasil chova de caras héteros usando eco bags a torto e a direito, mas eu não diria que a imagem de um homem usando uma eco bag na rua faria sangue jorrar dos olhos das pessoas. Mesmo assim, como eu deveria saber, meu pai resolveu implicar.
Mamãe e papai estavam na sala assistindo a TV quando eu passei por eles.
"Que bolsa é essa, Alison?", perguntou meu pai, naquele tom irritante que só os pais sabem fazer, de deixar qualquer filho cheio de ódio.
"O que é que tem?", eu respondi.
"Deixa eu ver essa bolsa."
"Ah, pai, por favor, né."
"Você não vai sair com essa bolsa!"
"E quem é que vai me impedir?"
"Homem não é pra ficar andando com essa bolsinha, não! Isso aí é de mulher, você não vê?"
"Não quero saber."
"Alison, você NÃO VAI sair com essa bolsa."
"Ah, não? Me veja saindo com ela, então."
Me virei, e saí.
Mamãe e papai estavam na sala assistindo a TV quando eu passei por eles.
"Que bolsa é essa, Alison?", perguntou meu pai, naquele tom irritante que só os pais sabem fazer, de deixar qualquer filho cheio de ódio.
"O que é que tem?", eu respondi.
"Deixa eu ver essa bolsa."
"Ah, pai, por favor, né."
"Você não vai sair com essa bolsa!"
"E quem é que vai me impedir?"
"Homem não é pra ficar andando com essa bolsinha, não! Isso aí é de mulher, você não vê?"
"Não quero saber."
"Alison, você NÃO VAI sair com essa bolsa."
"Ah, não? Me veja saindo com ela, então."
Me virei, e saí.
5 de mai. de 2012
Aquele da abstinência sexual
Como eu ando doentinho (doentinho é apelido, mas ok), eu ando passando muito tempo no consultório fazendo coleta de sangue e lá aparece de tudo quanto é gente, né.
"Senhor, para fazer esse exame o senhor vai ter que ficar em abstinência.", informou a secretária.
"Abstinência? Que abstinência?", o velho perguntou.
"Abstinência sexual, senhor."
"Abstinência sexual? Mas que diabos é abstinência sexual?"
E foi então que minha mãe resolveu se meter.
"MINHA FILHA, FALA LOGO NO POPULAR! É SÓ ASSIM QUE ELE ENTENDE! NÃO PODE FAZER SEXO, MOÇO. ISSO QUE ELA QUIS DIZER, SEXO! VOCÊ NÃO PODE FAZER SEXO! ABSTINÊNCIA SEXUAL É ISSO. ENTENDEU?"
A secretária, toda envergonhada, deu uma risadinha.
Mas a boa coisa é que o moço finalmente entendeu e ainda aprendeu uma palavra nova no dia: Abstinência.
Mamãe é dez.
"Senhor, para fazer esse exame o senhor vai ter que ficar em abstinência.", informou a secretária.
"Abstinência? Que abstinência?", o velho perguntou.
"Abstinência sexual, senhor."
"Abstinência sexual? Mas que diabos é abstinência sexual?"
E foi então que minha mãe resolveu se meter.
"MINHA FILHA, FALA LOGO NO POPULAR! É SÓ ASSIM QUE ELE ENTENDE! NÃO PODE FAZER SEXO, MOÇO. ISSO QUE ELA QUIS DIZER, SEXO! VOCÊ NÃO PODE FAZER SEXO! ABSTINÊNCIA SEXUAL É ISSO. ENTENDEU?"
A secretária, toda envergonhada, deu uma risadinha.
Mas a boa coisa é que o moço finalmente entendeu e ainda aprendeu uma palavra nova no dia: Abstinência.
Mamãe é dez.
21 de abr. de 2012
Aquele em que eu sou sonâmbulo
Quando eu era criança eu fazia certas coisas das quais eu não me orgulho. Coisas que eu fazia quando estava dormindo. Eu não sei se eu posso realmente ser chamado de sonâmbulo ou se tudo isso é apenas outra condição psicológica porque eu acho que sonâmbulos não lembram de nada dessas situações, não é? Mas não, eu tenho recortes de imagens de não todos, mas alguns desses momentos.
Teve um episódio mais comentado aqui em casa porque eu tinha um primo dormindo aqui no dia, e ele e meus pais estavam acordados assistindo ao programa do Jô. Me contam que eu levantei de madrugada, andei o caminho inteiro até a cozinha, levantei a tampa da lata de lixo e fiz xixi lá dentro. ENQUANTO MEU PAI, DESESPERADO, SEM SABER O QUE FAZER VENDO FILHO DELE ANDANDO DORMINDO, ME AJUDAVA A NÃO ERRAR O ALVO. Eu devia ter uns seis anos idade, não lembro.
Teve outros episódios em que eu apenas andava pela casa tirando almofadas do lugar, parando em pé em frente a cama dos meus pais, abrindo e fechando a geladeira em movimentos viciosos. Levantava da cama e rolava pra debaixo dela (o que na primeira vez levou meus pais a acreditaram que eu havia sido abduzido por ET's já que eles não me encontravam em lugar nenhum da casa). Nada inofensivo.
Depois que eu cresci esses episódios começaram a ser menos frequentes até que pararam de acontecer, só que esses dias ocorreu um fato meio bizarro. Eu havia comprado alguns chicletes na farmácia e os deixei guardados na mochila. Quando acordei, tinha chiclete seco grudado nas juntas das minhas DUAS PERNAS. Quer dizer. Como?
Eu não sei o que aconteceu. A única coisa que me passou pela cabeça foi eu ter acordado de madrugada, mascado um chiclete e depois colado ele na perna porque, né, não tem lugar melhor pra colocar chiclete babado se não na sua própria pele enquanto você tá dormindo.
Agora, pra tirar aquela goma seca maldita das juntas foi a desgraça. Espero de verdade que não aconteça uma continuação desse episódio.
Teve um episódio mais comentado aqui em casa porque eu tinha um primo dormindo aqui no dia, e ele e meus pais estavam acordados assistindo ao programa do Jô. Me contam que eu levantei de madrugada, andei o caminho inteiro até a cozinha, levantei a tampa da lata de lixo e fiz xixi lá dentro. ENQUANTO MEU PAI, DESESPERADO, SEM SABER O QUE FAZER VENDO FILHO DELE ANDANDO DORMINDO, ME AJUDAVA A NÃO ERRAR O ALVO. Eu devia ter uns seis anos idade, não lembro.
Teve outros episódios em que eu apenas andava pela casa tirando almofadas do lugar, parando em pé em frente a cama dos meus pais, abrindo e fechando a geladeira em movimentos viciosos. Levantava da cama e rolava pra debaixo dela (o que na primeira vez levou meus pais a acreditaram que eu havia sido abduzido por ET's já que eles não me encontravam em lugar nenhum da casa). Nada inofensivo.
Depois que eu cresci esses episódios começaram a ser menos frequentes até que pararam de acontecer, só que esses dias ocorreu um fato meio bizarro. Eu havia comprado alguns chicletes na farmácia e os deixei guardados na mochila. Quando acordei, tinha chiclete seco grudado nas juntas das minhas DUAS PERNAS. Quer dizer. Como?
Eu não sei o que aconteceu. A única coisa que me passou pela cabeça foi eu ter acordado de madrugada, mascado um chiclete e depois colado ele na perna porque, né, não tem lugar melhor pra colocar chiclete babado se não na sua própria pele enquanto você tá dormindo.
Agora, pra tirar aquela goma seca maldita das juntas foi a desgraça. Espero de verdade que não aconteça uma continuação desse episódio.
23 de mar. de 2012
26 de fev. de 2012
Aquele em que dormem no meu banheiro
Meu pai tem uma mania muito feia nos dias mais quentes do ano. Ele dorme no banheiro daqui de casa. As vezes eu conto esse fato bizarro para algumas pessoas e elas não acreditam. Como assim banheiro? Mas é verdade, gente. Eu só não tiro foto agora pra provar porque isso é infringir os direitos legais do meu pai de permanecer incógnito como guardião de um desequilibrado social.
Mas não é brincadeira. Meu pai literalmente agarra o primeiro travesseiro/almofada que vê pela frente, se dirige ao banheiro da casa, deita, se estica e... dorme profundamente. Com direito até a ficar se jogando de um lado pro outro para procurar a posição mais confortável do azulejo do piso. Não sei o por quê, mas ele acha que o banheiro é o aposento da casa que fica mais fresco no verão.
E tudo isso me incomoda bastante.
Quer dizer, se eu precisar usar o banheiro com urgência eu não posso porque meu pai está DORMINDO lá. Não é um absurdo?
É um absurdo.
Mas não é brincadeira. Meu pai literalmente agarra o primeiro travesseiro/almofada que vê pela frente, se dirige ao banheiro da casa, deita, se estica e... dorme profundamente. Com direito até a ficar se jogando de um lado pro outro para procurar a posição mais confortável do azulejo do piso. Não sei o por quê, mas ele acha que o banheiro é o aposento da casa que fica mais fresco no verão.
E tudo isso me incomoda bastante.
Quer dizer, se eu precisar usar o banheiro com urgência eu não posso porque meu pai está DORMINDO lá. Não é um absurdo?
É um absurdo.
13 de fev. de 2012
Aquele dos recadinhos escolares
Minha mãe é maluca. Isso é inconstestável. Aliás, umas das razões para eu ser essa pessoa paciente, sensata e centrada que sou hoje em dia é por ter crescido em casa com uma mulher instável, desesperada e sem noção das consequências de seus atos.
Eu sempre fui um aluno exemplar, sabem. Mas não era abitolado. Às vezes eu não tinha vontade de estudar ou fazer porra de dever de casa nenhum e não me preocupava tanto com isso. O problema era que a minha escola ginasial era meio rígida quanto às obrigações escolares, dependendo do professor. Quer dizer. Eu não podia deixar de fazer uma porcaria de exercício que eu já levava um aviso pra casa pedindo providências sobre meu comportamente inadequado. Aviso esse que, no dia seguinte, deveria ser entregue assinado por pelo menos um dos pais. Como meu pai quase nunca se encontrava em casa, quem tinha o dever de acompanhar meu rendimento escolar era, obviamente, mamãe.
Não que mamãe tenha sido uma excelente aluna. Não, eu acho que não. Lembro de histórias que ela me contava sobre os últimos anos de escola dela. Um em particular em que ela ameaçou de morte o professor de química dela para que ele a aprovasse e ela pudesse se formar com o resto da turma. Segundo ela, química não entrava em sua cabeça de jeito nenhum. É claro que não posso dizer com plena certeza de que isso realmente é verdade e aconteceu, mas se eu fosse vocês, eu não duvidaria da Srª Minha mãe.
Hoje eu achei umas agendas antigas do meu ginasial e por diversão fiquei lendo meu histórico de recadinhos de professores. Minha mãe assinava todas, sem exceção. Cada uma de um jeitinho peculiar.
Entre outros recados.
E esse é o tipo de coisa que eu tive que aturar na minha infância. E não adiantava dizer que eu não ia levar aquele tipo de assinatura. Primeiro porque eu precisava dela para entrar na escola e segundo porque eu recebia um "Vou te meter a porrada se você não levar isso" se eu me recusasse. É claro que o meu constrangimento quando mostrava a agenda com a assinatura do responsável de volta para os professores, pensando bem, no fundo deveria ter sido minha verdadeira punição.
Mamãe é demais.
Eu sempre fui um aluno exemplar, sabem. Mas não era abitolado. Às vezes eu não tinha vontade de estudar ou fazer porra de dever de casa nenhum e não me preocupava tanto com isso. O problema era que a minha escola ginasial era meio rígida quanto às obrigações escolares, dependendo do professor. Quer dizer. Eu não podia deixar de fazer uma porcaria de exercício que eu já levava um aviso pra casa pedindo providências sobre meu comportamente inadequado. Aviso esse que, no dia seguinte, deveria ser entregue assinado por pelo menos um dos pais. Como meu pai quase nunca se encontrava em casa, quem tinha o dever de acompanhar meu rendimento escolar era, obviamente, mamãe.
Não que mamãe tenha sido uma excelente aluna. Não, eu acho que não. Lembro de histórias que ela me contava sobre os últimos anos de escola dela. Um em particular em que ela ameaçou de morte o professor de química dela para que ele a aprovasse e ela pudesse se formar com o resto da turma. Segundo ela, química não entrava em sua cabeça de jeito nenhum. É claro que não posso dizer com plena certeza de que isso realmente é verdade e aconteceu, mas se eu fosse vocês, eu não duvidaria da Srª Minha mãe.
Hoje eu achei umas agendas antigas do meu ginasial e por diversão fiquei lendo meu histórico de recadinhos de professores. Minha mãe assinava todas, sem exceção. Cada uma de um jeitinho peculiar.
"Sr. Reponsável,
O aluno esqueceu o material de Língua Portuguesa.
Meu filho é um irresponsável.
ass: MAMÃE"
"Sr. Responsável,
O aluno trouxe o exercício incompleto de Matemática para o dia tal.
Só esganando ele...
ass: MAMÃE"
"Sr. Responsável,
O aluno esqueceu a apostila de Português em casa outra vez.
Peço providências.
Vou comprar memoriol pra ele.
ass: MAMÃE"
"Sr. Responsável,
O aluno não fez a tarefa de Matemática.
Este é um dos vários recados. Já chamei sua atenção, só esganando. Prometo fazê-lo.
Outras sugestões estou aceitando.
ass: MAMÃE"
Entre outros recados.
E esse é o tipo de coisa que eu tive que aturar na minha infância. E não adiantava dizer que eu não ia levar aquele tipo de assinatura. Primeiro porque eu precisava dela para entrar na escola e segundo porque eu recebia um "Vou te meter a porrada se você não levar isso" se eu me recusasse. É claro que o meu constrangimento quando mostrava a agenda com a assinatura do responsável de volta para os professores, pensando bem, no fundo deveria ter sido minha verdadeira punição.
Mamãe é demais.
18 de jan. de 2012
Aquele do "seu filho"
Papai tem uma maneira engraçada (ao meu ver) de tratar de coisas sobre
mim que não lhe agradam muito. Funciona jogando toda a responsabilidade
patriarcal para as costas da minha mãe, como se ele não tivesse feito o trabalho
dele há vinte anos atrás produzindo esperma.
Imagino que isso deve ser um procedimento mundial da figura do pai. Ainda mais com aqueles pais religiosos que foram criados pela avó e que tentam fazer os filhos engolirem suas próprias noções do que é ter uma boa vida de bons costumes.
Quero dizer.
Quando eu parei de cortar o cabelo baixinho e papai percebeu que eu realmente estava deixando o black power aflorar, ele disse:
"Pai: MADALENA!! VOCÊ VIU QUE O SEU FILHO ESTÁ DEIXANDO O CABELO CRESCER?"
Quando eu coloquei como papel de parede do meu celular uma foto de um cantor.
"Pai: MADALENA!! VOCÊ VIU QUE O SEU FILHO COLOCOU FOTO DE HOMEM NO CELULAR?"
Quando eu depilei minhas pernas pela primeira vez.
"Pai: MADALENA!! VOCÊ VIU QUE O SEU FILHO DEPILOU AS PERNAS?"
Quando eu furei as orelhas, eu esperava o mesmo comportamento, talvez até mais exagerado. Algo como "Só falta você me aparecer com uma saia aqui". Não que o meu pai precise saber que dentro de mim há uma chama acesíssima que me faz morrer de vontade de comprar uma kilt (saia escocesa), mas o motivo de eu ter feito mãe Madalena prometer que não contaria para papai conservador que o filho nada conservador dele estaria furando as duas orelhas era para eu ver de perto a insatisfação nos olhos dele quando eu chegasse em casa de brincos.
Mas.nenhuma.reação.aconteceu.
E foi aí que caiu a minha ficha. Depois de papai afirmar as suspeitas da sexualidade do filho, nada mais realmente o surpreende.
Me sinto como uma criança de quem tiraram o doce.
Imagino que isso deve ser um procedimento mundial da figura do pai. Ainda mais com aqueles pais religiosos que foram criados pela avó e que tentam fazer os filhos engolirem suas próprias noções do que é ter uma boa vida de bons costumes.
Quero dizer.
Quando eu parei de cortar o cabelo baixinho e papai percebeu que eu realmente estava deixando o black power aflorar, ele disse:
"Pai: MADALENA!! VOCÊ VIU QUE O SEU FILHO ESTÁ DEIXANDO O CABELO CRESCER?"
Quando eu coloquei como papel de parede do meu celular uma foto de um cantor.
"Pai: MADALENA!! VOCÊ VIU QUE O SEU FILHO COLOCOU FOTO DE HOMEM NO CELULAR?"
Quando eu depilei minhas pernas pela primeira vez.
"Pai: MADALENA!! VOCÊ VIU QUE O SEU FILHO DEPILOU AS PERNAS?"
Quando eu furei as orelhas, eu esperava o mesmo comportamento, talvez até mais exagerado. Algo como "Só falta você me aparecer com uma saia aqui". Não que o meu pai precise saber que dentro de mim há uma chama acesíssima que me faz morrer de vontade de comprar uma kilt (saia escocesa), mas o motivo de eu ter feito mãe Madalena prometer que não contaria para papai conservador que o filho nada conservador dele estaria furando as duas orelhas era para eu ver de perto a insatisfação nos olhos dele quando eu chegasse em casa de brincos.
Mas.nenhuma.reação.aconteceu.
E foi aí que caiu a minha ficha. Depois de papai afirmar as suspeitas da sexualidade do filho, nada mais realmente o surpreende.
Me sinto como uma criança de quem tiraram o doce.
31 de dez. de 2011
Aquele de 2011
Dois mil e onze foi um ano meio merda. Me estressei com a vida, não sabia o que fazer com minha carreira, não sabia que direção queria ir, sentia vontade de nada. Achei dúvidas na minha cabeça que eu nem sabia que existiam e metas que pensava não ter vontade de tentar seguir. Se possível me atolei mais ainda em dívidas e teve dias que me sentia emocionalmente com o peso do chão sobre mim com mais toneladas e toneladas de fezes por cima. Mas eu superei.
Conheci muita gente nova. Trabalhei com muita gente bacana e descobri que talvez eu possa servir para alguma coisa nesse mundo se eu fizer o esforço necessário. Encontrei o pai da minha futura filha e estou quase decidindo o que quero da vida.
Dois mil e onze pareceu um ano que ia demorar para acabar. Acho que porque no quesito obrigações e estudos foi quase tudo uma grande bosta mesmo e o que eu mais queria era um peso a menos nos meus ombros pra relevar a chatice e falta de interesse que foi a faculdade esse ano. Quando eu percebi já era Natal.
Aliás, nesse último Natal eu não sei o que foi melhor. Se foi minha família inteira conhecendo meu namorado cujo sogro o proibiu de pisar na minha casa. Se foi a avó do Bu Couto no telefone me desejando Merry Christmas e melhoras da tuberculose que ele inventou que eu tinha desenvolvido. Ou se foi meu tio, tadinho, extrapolando os limites do bom senso e me dando de presente um livro do Silas Malafaia. No fim eu acho que o melhor mesmo foi ter ganhado da minha avó o perfume Diva Chic, que eu nem conhecia. Acho que ela certou totalmente na escolha.
Para dois mil e doze eu quero menos estresse, menos dúvidas, menos dívidas (se Zeus quiser) e mais dinheiro no bolso.
De quebra, desejo um ano novo bem neurótico pra todos vocês.
Conheci muita gente nova. Trabalhei com muita gente bacana e descobri que talvez eu possa servir para alguma coisa nesse mundo se eu fizer o esforço necessário. Encontrei o pai da minha futura filha e estou quase decidindo o que quero da vida.
Dois mil e onze pareceu um ano que ia demorar para acabar. Acho que porque no quesito obrigações e estudos foi quase tudo uma grande bosta mesmo e o que eu mais queria era um peso a menos nos meus ombros pra relevar a chatice e falta de interesse que foi a faculdade esse ano. Quando eu percebi já era Natal.
Aliás, nesse último Natal eu não sei o que foi melhor. Se foi minha família inteira conhecendo meu namorado cujo sogro o proibiu de pisar na minha casa. Se foi a avó do Bu Couto no telefone me desejando Merry Christmas e melhoras da tuberculose que ele inventou que eu tinha desenvolvido. Ou se foi meu tio, tadinho, extrapolando os limites do bom senso e me dando de presente um livro do Silas Malafaia. No fim eu acho que o melhor mesmo foi ter ganhado da minha avó o perfume Diva Chic, que eu nem conhecia. Acho que ela certou totalmente na escolha.
Para dois mil e doze eu quero menos estresse, menos dúvidas, menos dívidas (se Zeus quiser) e mais dinheiro no bolso.
De quebra, desejo um ano novo bem neurótico pra todos vocês.
20 de dez. de 2011
Aquele do primeiro nome
Eu sempre tive um problema sério com meu primeiro nome: Jorge. Eu nunca gostei dele. Talvez esse meu repúdio seja pelo fato de eu ter crescido sendo chamado de Alison para não haver confusão com o outro Jorge da família, não sei. Só sei que a minha vida toda eu tentei fazer as pessoas me chamarem de Alison porque eu nunca achei que Jorge tinha lá muito a ver comigo. Por causa disso, geralmente pessoas do círculo escola/faculdade me chamam de Jorge e o resto me chama de Alison, porque eu me apresento como Alison.
Enfim, meu problema com Jorge acaba gerando certas irritações do tipo: Gente que me conhece como Alison eu não deixo me chamar de Jorge, e quando me chamam eu acabo respondendo de forma mal criada. Meu pai e meu namorado, por exemplo, fazem um pouco disso pra me irritar.
Hoje eu cheguei em casa e meu namorado veio falar comigo no facebook.
"Namorado: Oi Jorge.
Eu: JORGE MEU CU.
Namorado: É a Célia, mãe do Anderson."
Morri de vergonha.
Enfim, meu problema com Jorge acaba gerando certas irritações do tipo: Gente que me conhece como Alison eu não deixo me chamar de Jorge, e quando me chamam eu acabo respondendo de forma mal criada. Meu pai e meu namorado, por exemplo, fazem um pouco disso pra me irritar.
Hoje eu cheguei em casa e meu namorado veio falar comigo no facebook.
"Namorado: Oi Jorge.
Eu: JORGE MEU CU.
Namorado: É a Célia, mãe do Anderson."
Morri de vergonha.
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