Esse ano eu tive a sorte de trabalhar na temporada carioca do festival Anima Mundi que, pra quem não conhece, comentam ser o terceiro ou segundo maior festival de animação do mundo inteiro. Uma loucura.
Passei praticamente duas semanas sem comer, dormir ou cagar direito, quem dirá ter tempo pra sentar e blogar pra aliviar a tensão da mente. Pra quem entende a expressão "Se eu não escrever, eu piro" deve ter uma noção do que foi a minha vida. Eu pirei. Sem brincadeira, durante o festival inteiro minha vida foi acordar às sete da manhã e chegar em casa quase meia noite, todos os dias. O pouco tempo que me restava eu guardava pra comer alguma coisinha pra aliviar o buraco que eu formava no estômago por não comer direito e, só então, desmaiar linda em cima da minha cama.
Acho que de todos os (dois) trabalhos que tive em minha vida toda, nenhum deles se comparou à pressão de trabalhar na produção do Anima Mundi, mas valeu a pena. Conheci muita gente nova, aprendi um monte de coisa e tive a experiência magnífica de poder falar com um monte de gringo, um mais simpático que o outro.
Me tiraram do cu do mundo no meio de uma crise.
"Pensou, resolveu. É essa a tática. O trabalho aqui é feito na pressão, você vai precisar atender todo mundo que apareça aqui, maioria gente importante. São artistas, diretores, produtores. Alguns são legais, alguns são muito chatos. Mas você é obrigado a ser simpático com todo mundo. A última menina que estava no seu lugar não aguentou a pressão, começou a chorar e pediu pra sair. Eu preciso saber se você topa. Você topa?"
Eu topei.
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27 de jul. de 2012
1 de jun. de 2012
7 de abr. de 2012
Aquele sobre San Telmo
Daqui a um ano e meio mais ou menos, lá pro final de 2013, eu estarei finalmente (ou provavelmente) me formando. E aí que chegou aquela época mágica em que você está bem no meio da sua graduação e todo mundo que entrou no mesmo período que você começa a pensar sobre as comemorações do fim dessa etapa maravilhosa de nossas vidas. Bem. Como pagar uma festança espetacular com direito a imprensa e reportagem na capa do jornal O Globo não está no meu orçamento e nem da maioria dos meus amigos, eu decidi não entrar na lista da festa de formatura que a galera que entrou comigo está organizando. Primeiro que estou inclinado a acreditar que a colação de grau da própria universidade já basta pra mim, segundo que eu não criei exatamente muitos laços com as pessoas que estarão de fato participando da festa.
Na minha faculdade a cada período os alunos de Literaturas são divididos em duas turmas: A turma A e a turma B. E por causa de uma maldição que assombra os alunos do meu curso desde os tempos mais remotos, a turma A está fadada a se odiar e criar subgrupos enquanto a turma B segue feliz e unida durante a graduação inteira. E é a turma B que está organizando e se concentrando em peso na festa particular de formatura.
Bom, eu faço parte da Turma A.
Não que a gente se odeie mesmo. Na verdade eu acredito que nos damos e interagimos entre nós muito bem. A gente só não tem a mesma figa e a perseverança da turma B de "Para sempre unidos". Então o que o subgrupo da qual faço parte resolveu fazer? Juntar uma grana pra fazer uma viagem homérica para a Europa. Não muito tempo se passou, todo mundo caiu pra realidade e percebemos que nada disso vai acontecer.
Bom, pelo menos EU caí pra realidade. Mas a ideia permanece viva. Alguns querem ir pra Portugal, outros querem ir pro Chile. Se eu pudesse escolher, eu iria para qualquer lugar de onde pudesse pegar um trem e viajar por todo o continente europeu.
Mas sinceramente, permanecer na América do Sul começou a não me parecer uma ideia tão ruim assim. Existe um lugar em especial que eu amaria ter a chance de visitar. Sabem, eu cresci lendo a Mafalda (geralmente nas aulas de língua portuguesa) e seria uma honra conhecê-la pessoalmente.
Mafalda atualmente reside no bairro de San Telmo, na cidade de Buenos Aires na Argentina e pode ser frequentemente encontrada num certo banco em particular.
Um dia ainda visito essa linda.
Na minha faculdade a cada período os alunos de Literaturas são divididos em duas turmas: A turma A e a turma B. E por causa de uma maldição que assombra os alunos do meu curso desde os tempos mais remotos, a turma A está fadada a se odiar e criar subgrupos enquanto a turma B segue feliz e unida durante a graduação inteira. E é a turma B que está organizando e se concentrando em peso na festa particular de formatura.
Bom, eu faço parte da Turma A.
Não que a gente se odeie mesmo. Na verdade eu acredito que nos damos e interagimos entre nós muito bem. A gente só não tem a mesma figa e a perseverança da turma B de "Para sempre unidos". Então o que o subgrupo da qual faço parte resolveu fazer? Juntar uma grana pra fazer uma viagem homérica para a Europa. Não muito tempo se passou, todo mundo caiu pra realidade e percebemos que nada disso vai acontecer.
Bom, pelo menos EU caí pra realidade. Mas a ideia permanece viva. Alguns querem ir pra Portugal, outros querem ir pro Chile. Se eu pudesse escolher, eu iria para qualquer lugar de onde pudesse pegar um trem e viajar por todo o continente europeu.
Mas sinceramente, permanecer na América do Sul começou a não me parecer uma ideia tão ruim assim. Existe um lugar em especial que eu amaria ter a chance de visitar. Sabem, eu cresci lendo a Mafalda (geralmente nas aulas de língua portuguesa) e seria uma honra conhecê-la pessoalmente.
Mafalda atualmente reside no bairro de San Telmo, na cidade de Buenos Aires na Argentina e pode ser frequentemente encontrada num certo banco em particular.
Um dia ainda visito essa linda.
26 de mar. de 2012
Aquele do autógrafo do Ziraldo
Meu namorado trabalha com produção cultural e esses dias acabou esbarrando com o Ziraldo, the one and only, sensualizando com suas madeixas brancas. Tive que pedir um autógrafo personalizado pra exibir:
"Pra Jorge Alison
Sucesso Artístico!
Ziraldo"
20 de fev. de 2012
Aquele dos macaquinhos
(Santa Irapitinga do Segredo, 1941, Tarsila do Amaral)
"Que é isso, gente, são macaquinhos?" eu perguntei em voz alta.
Uma mulher em pé que estava bem ao meu lado na exposição da Tarsila Amaral, vendo a mesma imagem, virou pra mim indignada.
"Não. São criancinhas".
"Ah".
Mas ó, em minha defesa, aquele ali à esquerda, que está subindo o muro, parece que tem um rabo.
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