29 de set de 2012

Aquele em que a Hebe morre

Então a Hebe morreu e tá todo mundo no twitter falando disso. O Brasil agora está sem a sua Gracinha. Até eu, inclusive, soltei meus comentários. Não deu cinco minutos e já começaram os murmúrios da galera dando altas palestras sobre como somos todos patéticos por começarmos a amar a Hebe só agora depois que ela morreu.

Gente. Shame on you.

Hebe foi uma figura da TV brasileira por décadas e mais décadas. Não existe UMA pessoa nesse Brasil imenso que não conheça sua personagem. Eu não preciso ter um pôster da Hebe no meu quarto e dedicar um blog a ela para ter aquele respeito tão especial pela grande mulher e figura que ela foi para a mídia popular brasileira.

Agora o que me entristece é que eu nunca vou poder dar um selinho na boca mumificada dela. Eu sei que dificilmente isso seria possível mesmo quando ela ainda tinha o coração batendo naquele ritmo devagar-quase-parando, mas eu gostava de ter a opção da possibilidade remota.

Descanse em paz Hebe

19 de set de 2012

Aquele em que eu canto Adele

Passei o final de semana inteiro ouvindo e cantando Adele aos berros na casa do meu namorado, que estava trabalhando o final de semana inteiro e seus vizinhos pareciam ter tomado chá de sumiço. Infelizmente, ninguém estava presente para ter o privilégio de ouvir o encanto de minhas magníficas cordas vocais em todo o seu esplendor. Mas eu insisti.

Hoje eu estou rouco como nunca estive antes.

Deixar Chasing Pavements no repeat mode talvez não tenha sido a melhor ideia que eu tive, afinal.

E eu estou aqui falando das minhas magníficas cordas vocais porque eu precisava mesmo escrever alguma coisa e não tinha nada melhor pra contar.

Fim da história de hoje.

P.S.: Hoje eu descobri como deve ser o inferno. A temperatura chegou a qual ponto nesse estado deplorável? Cinquenta? Frente fria cadê.

16 de set de 2012

Aquele do gel lubrificante


Pedrinho e Ângelo já namoravam há um ano e meio e tinham uma vida sexual bem ativa. Uma vez depois de saírem pra jantar, voltando pra casa, Ângelo cismou em parar na farmácia da rua da casa dele para comprar lubrificante.

"Gel lubrificante", Ângelo pediu para a atendente.

"Só pedir ali no balcão", respondeu ela, dando uma risadinha pra Pedrinho, que fingia ter entrado sozinho e olhava os produtos da farmácia com grande interesse, como se estivesse procurando alguma coisa.

"Pedrinho!", chamou Ângelo em voz alta. "Você prefere com esse ou com esse?"

Farmácia inteira para pra prestar atenção em Ângelo segurando os dois tubos de lubrificante de marcas diferentes.

Existe vergonha maior?

Pode acontecer com qualquer um. Aconteceu com um amigo meu.

10 de set de 2012

Aquele do incêndio na Faculdade de Letras

Quatro meses de greve a UFRJ se mateve. Pelo o que li, foi a maior greve da minha faculdade dos últimos dez anos.

No primeiro dia de reposição das aulas, a minha faculdade pega fogo. No caso, hoje.

Lady GaGa do toque do celular me acordou às nove horas da madrugada.

"ALÔ AMIGO, ONDE VOCÊ TÁ?"

"Eu? Eu tô na minha cama!"

"A LETRAS TÁ PEGANDO FOGO!"

Incrível como uma notícia dessas faz a gente acordar rapidinho.

8 de set de 2012

Aquele do KitKat

Eu invejo com a minha alma essas pessoas que conseguem ir no supermercado e comer coisa de graça sem se preocupar em ser pego com a boca na botija e apodrecer na cadeia que nem aquela mulher pobre que virou notícia depois de ser presa por roubar um pote de manteiga Qually porque tava com fome e não queria comer pão seco. Invejo mesmo, porque eu-não-consigo.

É muito raro eu ir no supermercado e comprar mais de vinte itens então geralmente eu entro na fila de vinte itens para menos, onde a gente encontra um monte daquelas guloseimas, doces, petiscos, essas coisas que a gente compra só pra ter algo para mastigar na boca. Então eu estava no supermercado e enquanto eu espero na fila o que eu mais via eram pacotes abertos, coisas mordidas, comidas pela metade, sacos vazios. Embasbaquei-me. Quanto de dinheiro o mercado não deve perder só com essas coisinhas que o brasileiro "petisca" na fila do supermercado sem pagar?

Era a oportunidade perfeita para aplicar o golpe. Escolhi pegar um KitKat porque o absurdo do meu namorado, que estava comigo na hora, nunca tinha provado e aquilo não podia ficar assim.

Peguei o KitKat, abri, comemos apenas metade e eu coloquei de volta no lugar. No segundo seguinte eu estava assim:

"Ai meu Deus, será que alguém me viu? Mas e se me barrarem na saída? Aquilo ali é uma camera? É uma camera, não é? Tão filmando tudo! Me gravaram comendo o chocolate sem pagar, o que a gente faz agora? Se eu for preso você vai junto, o que eu vou dizer pros meus pais? Meu Deus, tem uma segurança vindo na nossa direção, ela vai me pegar em flagrante. Me dá esse KitKat aqui, me dá esse KitKat agora, eu vou pagar por isso."

Eu paguei pelo KitKat.
Saí de consciência limpa.