Definitivamente não sou do tipo de pessoa que bebe regularmente e talvez seja por isso que bebida e Jorge Alison raramente seja uma combinação que dê certo. Quando criança papai me ensinou que um adulto direito não bebe. Aquela coisa meio "Faça o que eu digo, não faça o que eu faço". Já mamãe me ensinou que se eu fosse beber eu tinha que aprender a beber, isso é, parar quando sentisse que a minha vergonha na cara já estava se desvanecendo.
Mas isso não procede.
Gente nova bebendo é foda, pra quê parar quando a coisa tá ficando boa, né? Vou parafrasear um amiga minha louca histérica do cu, que diz assim: "Quando eu bebo, eu bebo é pra ficar bêbada! Trêbada! Tropeçando nas próprias pernas!" Então quer dizer, bebo quase nunca, se é pra beber então que seja para aproveitar. A consequência disso tudo acaba sendo a total perda da dignidade pessoal: Desmaiando pela rua, vomitando tudo o que comi e sendo carregado pelo namorado. Namorado este que, aliás, é SEMPRE a pessoa responsável por toda a merda que acontece. E eu vou dizer o por quê:
"Bebe mais, Alison!",
"Vou ali comprar mais bebida pra você.",
"O que você quer beber agora?", entre outras coisas.
Nesse recesso de Carnaval eu fiquei empacado em casa terminando um artigo para a faculdade que deveria ter entregue no semestre passado e acabamos decidindo sair apenas no último dia. E ele levou VINHO pra mim. VINHO. Foi só pegar o embalo que bebi a garrafa inteira quase que sozinho, e ainda misturei com trocentas outras coisas que nem lembro. Receita para a desgraça.
Pela primeira vez na minha maioridade eu acordei no dia seguinte com total perda da memória da noite anterior. Eu precisei ver as fotos e ouvir os testemunhos das barbaridades que fiz para ter sequer uma ideia do quanto eu estava louco.
A única coisa que ficou na minha memória foi o comentário de uma mulher para uma ação completamente despremeditada de minha parte:
"Viram? Eu disse que alguém ia acabar dando um tapa na minha bunda!"
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18 de fev. de 2013
25 de mar. de 2012
Aquele em que homem não presta, e a mãe vem logo atrás
Homem é uma criatura que não presta. E eu não digo isso por ser homem e por conhecer a manha na pele, não. Eu digo isso como ser humano.
A festa estava rolando lá pelas seis, sete horas da noite. Era o aniversário de uma criança, a menina estava completando um aninho de idade, e apesar disso a bebida estava rolando solta. Depois de alguns anos de experiência de vida eu cheguei a conclusão que festa de primeiro aniversário não passa de uma desculpa esfarrapada dos pais para reunir os amigos e familiares para ganhar coisas de graça e encher a cara, com as crianças correndo como plano de fundo.
Cleonice era prima de criação de Alfredo que era primo legítimo dos pais da criança, que não tinham relação nenhuma comigo. Alfredo estava noivo de um relacionamento de longa data e o casório já estava até marcado. Vamos chamar sua noiva de Agda. Enfim. Cleonice estava de olho em Alfredo desde o início da festa. Era piscadela pra cá, acenos pra lá, olhadas, beijinhos no ar. Né, aquelas coisas, e pelo o que eu pude perceber, a Agda nem tchum pra tudo aquilo.
"Ai, ele não tá percebendo!", bufou Cleonice. "Ângelo, vai lá falar com ele, já que ele não se toca."
Eu não sei exatamente como dizer de forma discreta a uma pessoa compromissada que alguém quer bater um "lero" com ela enquanto o compromisso da pessoa está BEM AO LADO DELA. Mas de qualquer forma, Ângelo foi lá e fez o serviço. E ainda levou uma resposta:
"Diz pra ela que eu falo com ela depois." respondeu Alfredo pelo canto da boca.
Acho que não tem como uma pessoa fazer a outra tão de idiota sem ela não perceber nada, né, e minha teoria acabou provando-se correta. Mas se já não bastasse isso, na hora em que Alfredo foi sozinho respirar um ar puro fora da festa, e Agda ter percebido que Cleonice não se encontrava em NENHUM lugar do interior do salão, já tratou de ir caçar o noivo.
O telefone celular de Alfredo tocou, e após balbuciar algumas palavras, desligou.
"Era minha mãe.", ele disse. "Ligou pra avisar que Agda estava vindo atrás de mim pra me pegar no flagra com a Cleonice."
Quer dizer. Até a mãe é cúmplice das cachorrices do filho.
Meninas. Meninos. Segurem seus homens firmemente. Se até a mãe tá a favor, tá fácil pra ninguém, não.
A festa estava rolando lá pelas seis, sete horas da noite. Era o aniversário de uma criança, a menina estava completando um aninho de idade, e apesar disso a bebida estava rolando solta. Depois de alguns anos de experiência de vida eu cheguei a conclusão que festa de primeiro aniversário não passa de uma desculpa esfarrapada dos pais para reunir os amigos e familiares para ganhar coisas de graça e encher a cara, com as crianças correndo como plano de fundo.
Cleonice era prima de criação de Alfredo que era primo legítimo dos pais da criança, que não tinham relação nenhuma comigo. Alfredo estava noivo de um relacionamento de longa data e o casório já estava até marcado. Vamos chamar sua noiva de Agda. Enfim. Cleonice estava de olho em Alfredo desde o início da festa. Era piscadela pra cá, acenos pra lá, olhadas, beijinhos no ar. Né, aquelas coisas, e pelo o que eu pude perceber, a Agda nem tchum pra tudo aquilo.
"Ai, ele não tá percebendo!", bufou Cleonice. "Ângelo, vai lá falar com ele, já que ele não se toca."
Eu não sei exatamente como dizer de forma discreta a uma pessoa compromissada que alguém quer bater um "lero" com ela enquanto o compromisso da pessoa está BEM AO LADO DELA. Mas de qualquer forma, Ângelo foi lá e fez o serviço. E ainda levou uma resposta:
"Diz pra ela que eu falo com ela depois." respondeu Alfredo pelo canto da boca.
Acho que não tem como uma pessoa fazer a outra tão de idiota sem ela não perceber nada, né, e minha teoria acabou provando-se correta. Mas se já não bastasse isso, na hora em que Alfredo foi sozinho respirar um ar puro fora da festa, e Agda ter percebido que Cleonice não se encontrava em NENHUM lugar do interior do salão, já tratou de ir caçar o noivo.
O telefone celular de Alfredo tocou, e após balbuciar algumas palavras, desligou.
"Era minha mãe.", ele disse. "Ligou pra avisar que Agda estava vindo atrás de mim pra me pegar no flagra com a Cleonice."
Quer dizer. Até a mãe é cúmplice das cachorrices do filho.
Meninas. Meninos. Segurem seus homens firmemente. Se até a mãe tá a favor, tá fácil pra ninguém, não.
31 de dez. de 2011
Aquele de 2011
Dois mil e onze foi um ano meio merda. Me estressei com a vida, não sabia o que fazer com minha carreira, não sabia que direção queria ir, sentia vontade de nada. Achei dúvidas na minha cabeça que eu nem sabia que existiam e metas que pensava não ter vontade de tentar seguir. Se possível me atolei mais ainda em dívidas e teve dias que me sentia emocionalmente com o peso do chão sobre mim com mais toneladas e toneladas de fezes por cima. Mas eu superei.
Conheci muita gente nova. Trabalhei com muita gente bacana e descobri que talvez eu possa servir para alguma coisa nesse mundo se eu fizer o esforço necessário. Encontrei o pai da minha futura filha e estou quase decidindo o que quero da vida.
Dois mil e onze pareceu um ano que ia demorar para acabar. Acho que porque no quesito obrigações e estudos foi quase tudo uma grande bosta mesmo e o que eu mais queria era um peso a menos nos meus ombros pra relevar a chatice e falta de interesse que foi a faculdade esse ano. Quando eu percebi já era Natal.
Aliás, nesse último Natal eu não sei o que foi melhor. Se foi minha família inteira conhecendo meu namorado cujo sogro o proibiu de pisar na minha casa. Se foi a avó do Bu Couto no telefone me desejando Merry Christmas e melhoras da tuberculose que ele inventou que eu tinha desenvolvido. Ou se foi meu tio, tadinho, extrapolando os limites do bom senso e me dando de presente um livro do Silas Malafaia. No fim eu acho que o melhor mesmo foi ter ganhado da minha avó o perfume Diva Chic, que eu nem conhecia. Acho que ela certou totalmente na escolha.
Para dois mil e doze eu quero menos estresse, menos dúvidas, menos dívidas (se Zeus quiser) e mais dinheiro no bolso.
De quebra, desejo um ano novo bem neurótico pra todos vocês.
Conheci muita gente nova. Trabalhei com muita gente bacana e descobri que talvez eu possa servir para alguma coisa nesse mundo se eu fizer o esforço necessário. Encontrei o pai da minha futura filha e estou quase decidindo o que quero da vida.
Dois mil e onze pareceu um ano que ia demorar para acabar. Acho que porque no quesito obrigações e estudos foi quase tudo uma grande bosta mesmo e o que eu mais queria era um peso a menos nos meus ombros pra relevar a chatice e falta de interesse que foi a faculdade esse ano. Quando eu percebi já era Natal.
Aliás, nesse último Natal eu não sei o que foi melhor. Se foi minha família inteira conhecendo meu namorado cujo sogro o proibiu de pisar na minha casa. Se foi a avó do Bu Couto no telefone me desejando Merry Christmas e melhoras da tuberculose que ele inventou que eu tinha desenvolvido. Ou se foi meu tio, tadinho, extrapolando os limites do bom senso e me dando de presente um livro do Silas Malafaia. No fim eu acho que o melhor mesmo foi ter ganhado da minha avó o perfume Diva Chic, que eu nem conhecia. Acho que ela certou totalmente na escolha.
Para dois mil e doze eu quero menos estresse, menos dúvidas, menos dívidas (se Zeus quiser) e mais dinheiro no bolso.
De quebra, desejo um ano novo bem neurótico pra todos vocês.
25 de set. de 2011
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