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27 de jan. de 2013
22 de dez. de 2012
Aquele da maioridade
A maior depressão de estar (infelizmente) completando vinte um anos de idade é que agora eu oficialmente não faço mais parte daquele grupo privilegiado de pessoas que paga meia entrada nos cinemas e espetáculos teatrais apenas com o comprovante da idade.
Sorte a minha que ainda tenho mais um ano de faculdade. UM ANO APENAS ATÉ ME FORMAR. Mas e depois, o que eu faço? Forjo uma identidade falsa? Mestrado? Ou o pior: Dar o atestado de velhiche pagando o VALOR INTEIRO do ingresso?
Isso é a depressão batendo na minha porta.
Sorte a minha que ainda tenho mais um ano de faculdade. UM ANO APENAS ATÉ ME FORMAR. Mas e depois, o que eu faço? Forjo uma identidade falsa? Mestrado? Ou o pior: Dar o atestado de velhiche pagando o VALOR INTEIRO do ingresso?
Isso é a depressão batendo na minha porta.
9 de dez. de 2012
Aquele da crise de idade
Voltando para casa, passei por duas criancinhas jogando bola.
"PEGA AÍ, TIO!", gritou uma delas, querendo passar a bola pra mim.
Como assim TIO? Tio meu cu! Não faz nem um ano que eu entrei na casa dos vinte e essa galera jovem da Geração Glee já tá querendo me chamar de tio? Os aluninhos eu até aceito, mas fora do trabalho? Não, não dá.
Crise de idade define.
23 de nov. de 2012
Aquele do alívio
Eu estava lá, cuidando da minha própria vida, prestes a sair da estação de metrô quando um negão enorme com o dobro do meu tamanho cruzou o meu caminho.
"E aí, você topa tudo?", ele perguntou.
Não que eu tope tudo, porque a verdade é que ninguém realmente topa tudo, mas história vai, história vem e quando eu me dei conta eu já estava dentro de um quarto de hotel com um negão que não se assemelhava nem um pouco com o meu namorado.
"Você tem camisinha?", perguntei.
"Tenho."
Acho que todo mundo que está ou esteve num relacionamento sério pensa ou já pensou naquela possibilidade de traição. Eu sempre acreditei que a minha estivesse numa relação de uma por um milhão,mas pelo menos eu usei camisinha. Eu podia até estar certo sobre essa questão da probabilidade, eu só tive a má sorte dela cruzar o meu caminho.
E a convivência com a culpa? Conto ou não conto? Eu não sei como as outras pessoas conseguem, mas conviver com a culpa é uma coisa com a qual eu definitivamente não sei lidar. Se você não quer pagar a pena, não cometa o crime. Não é isso que dizem?
Não tem como eu descrever o alívio que eu senti quando eu acordei daquele pesadelo e não precisei mais tomar a decisão. Meio que me faz pensar que a probabilidade caiu para zero. Se em sonho a situação era tão angustiante, imagina em carne e osso?
"E aí, você topa tudo?", ele perguntou.
Não que eu tope tudo, porque a verdade é que ninguém realmente topa tudo, mas história vai, história vem e quando eu me dei conta eu já estava dentro de um quarto de hotel com um negão que não se assemelhava nem um pouco com o meu namorado.
"Você tem camisinha?", perguntei.
"Tenho."
Acho que todo mundo que está ou esteve num relacionamento sério pensa ou já pensou naquela possibilidade de traição. Eu sempre acreditei que a minha estivesse numa relação de uma por um milhão,
E a convivência com a culpa? Conto ou não conto? Eu não sei como as outras pessoas conseguem, mas conviver com a culpa é uma coisa com a qual eu definitivamente não sei lidar. Se você não quer pagar a pena, não cometa o crime. Não é isso que dizem?
Não tem como eu descrever o alívio que eu senti quando eu acordei daquele pesadelo e não precisei mais tomar a decisão. Meio que me faz pensar que a probabilidade caiu para zero. Se em sonho a situação era tão angustiante, imagina em carne e osso?
10 de nov. de 2012
Aquele em que o serviço da Oi não presta
Meu namorado (o culpado) tentou me arrastar para a última parada gay de Madureira, que aconteceu nesse último final de semana, e como consequência da minha catastrófica decisão de aceitar ser arrastado eu tive o meu celular roubado por um desses mãos-leves que enfiam a mão no seu bolso sem você sentir e levam qualquer coisa que esteja enfiada dentro.
Não vou contar os detalhes da história porque uma pessoa bêbada que acabou de perder um celular que absolutamente adorava, no meio da parada gay, não é uma coisa nada bonita. Eu só vou dizer que, como qualquer outra pessoa normal, liguei para a minha operadora, no caso a Oi, pedindo para que bloqueassem meu número, de forma que eu conseguisse resgatá-lo posteriormente.
Não só a Oi erroneamente cancelou a minha conta como ficou me enrolando por UMA semana me mandando ir de loja em loja para tentar resolver um problema que, no fim, eu descobri ser impossível de resolver.
A verdade é que ninguém que trabalha na Oi sabe resolver alguma coisa. E eu vou dizer o por quê. Na primeira loja que eu fui me disseram:
"Esse número não está no seu nome, senhor. Para resolver esse problema só ligando para o atendimento da Oi."
Eu liguei.
"O senhor ainda pode recuperar o número, mas tem que ir numa loja da Oi para conseguir o chip e o número no seu nome."
Eu fui em outra loja.
"Ah, a gente não resolve isso aqui, não. Você tem que ir numa das lojas da 'Oi Atende'. Aqui é loja normal."
OK, eu fui numa maldita Oi Atende.
"Acho complicado resgatar o seu número, senhor, mas você pode tentar ir na loja fixa da Oi, talvez lá eles possam te ajudar..."
Minha reação:
Estão entendendo a situação? A minha vontade era de mandar a última atendente com quem falei, aquela vagabunda, pro inferno, e mandar ela levar junto aquele megahair medonho dela. É nessas horas que é uma pena ter educação porque, olha, vontade não me faltou de rodar a baiana e descer o cacete em alguém.
Mas uma coisa eu digo. Eu nunca mais PISO numa parada gay.
Ou talvez a coisa mais sábia a se fazer seria não pisar mais é em Madureira.
Não vou contar os detalhes da história porque uma pessoa bêbada que acabou de perder um celular que absolutamente adorava, no meio da parada gay, não é uma coisa nada bonita. Eu só vou dizer que, como qualquer outra pessoa normal, liguei para a minha operadora, no caso a Oi, pedindo para que bloqueassem meu número, de forma que eu conseguisse resgatá-lo posteriormente.
Não só a Oi erroneamente cancelou a minha conta como ficou me enrolando por UMA semana me mandando ir de loja em loja para tentar resolver um problema que, no fim, eu descobri ser impossível de resolver.
A verdade é que ninguém que trabalha na Oi sabe resolver alguma coisa. E eu vou dizer o por quê. Na primeira loja que eu fui me disseram:
"Esse número não está no seu nome, senhor. Para resolver esse problema só ligando para o atendimento da Oi."
Eu liguei.
"O senhor ainda pode recuperar o número, mas tem que ir numa loja da Oi para conseguir o chip e o número no seu nome."
Eu fui em outra loja.
"Ah, a gente não resolve isso aqui, não. Você tem que ir numa das lojas da 'Oi Atende'. Aqui é loja normal."
OK, eu fui numa maldita Oi Atende.
"Acho complicado resgatar o seu número, senhor, mas você pode tentar ir na loja fixa da Oi, talvez lá eles possam te ajudar..."
Minha reação:
ARE YOU KIDDING ME?
Estão entendendo a situação? A minha vontade era de mandar a última atendente com quem falei, aquela vagabunda, pro inferno, e mandar ela levar junto aquele megahair medonho dela. É nessas horas que é uma pena ter educação porque, olha, vontade não me faltou de rodar a baiana e descer o cacete em alguém.
Mas uma coisa eu digo. Eu nunca mais PISO numa parada gay.
Ou talvez a coisa mais sábia a se fazer seria não pisar mais é em Madureira.
12 de out. de 2012
Aquele de quando eu era criança
Acho um absurdo o que a natureza faz com a gente durante o crescimento, algumas coisas chega a ser até injusto. Quando bem criancinha mesmo eu era totalmente diferente, quase irreconhecível. Branco, gordinho-gostoso, os cabelos pretíssimos e lisíssimos. Hoje eu sou magrelo, negro, com os cabelos mais crespos que bucha-vegetal. Eu costumo acreditar, inclusive, que minha família devia achar que algum erro do hospital levou a trazerem a criança errada pra casa.
Tem gente que nem acredita que o bebê da foto um dia fui eu, mas olhando bem, há dois fatos incostestáveis: Minhas orelhinhas pontudas e o narizinho de batata.
O destino podia ter pelo menos me deixado com o cabelo liso, cuidar do afro todas as manhãs dá um trabalho do cão.
18 de ago. de 2012
Aquele do truque do leilão
Então esses dias eu descobri que eu sou a pessoa mais lesada desse pequeno universo em que habitamos e portanto estou me obrigando a dividir essa história estúpida com o resto do mundo como punição, para eu aceitar que tudo bem fazer algo que ponha em dúvida a minha capacidade de ter conseguido tirar a vaga de centenas de pessoas na universidade pública.
Eu estava dando uma passada básica no eBay vendo algumas camisetas e por acaso me apaixonei por uma camiseta vintage raríssima da Caffeine com estampa de caveira que estava dando sopa no preço. O leilão iria acabar em pouquíssimas horas e só havia recebido um insignificante lance. Como o leilão terminaria apenas às altas horas da madrugada eu me mantive acordado a noite toda assistindo Friends e fiz meu lindo e prestativo namorado me ligar meia hora antes do fim do leilão, caso eu pegasse no sono.
Não havia ninguém disputando a camisa aquele horário. Ela custava 24 dólares, e com a minha vasta experiência em leilões na internet eu esperei até o último minuto para dar o meu lance.
Bem. O único lance que camisa havia recebido foi de 25 dólares. Então o certo era dar um lance de no mínimo 25.50 dólares.
Não foi o que eu fiz.
Acredite quem quiser, mas eu esperei a noite inteira até faltar um minuto para digitar o valor errado e repetido de 25 dólares. Quando eu vi a burrice que eu tinha feito, o feeling do momento Run, run for your life não foi o suficiente para eu dar o lance certo de 26 dólares e eu perdi um leilão pra alguém que tinha dado lance TRINTA E SETE horas antes de mim.
Ser mais lesado.
Tem como?
Eu estava dando uma passada básica no eBay vendo algumas camisetas e por acaso me apaixonei por uma camiseta vintage raríssima da Caffeine com estampa de caveira que estava dando sopa no preço. O leilão iria acabar em pouquíssimas horas e só havia recebido um insignificante lance. Como o leilão terminaria apenas às altas horas da madrugada eu me mantive acordado a noite toda assistindo Friends e fiz meu lindo e prestativo namorado me ligar meia hora antes do fim do leilão, caso eu pegasse no sono.
Não havia ninguém disputando a camisa aquele horário. Ela custava 24 dólares, e com a minha vasta experiência em leilões na internet eu esperei até o último minuto para dar o meu lance.
Bem. O único lance que camisa havia recebido foi de 25 dólares. Então o certo era dar um lance de no mínimo 25.50 dólares.
Não foi o que eu fiz.
Acredite quem quiser, mas eu esperei a noite inteira até faltar um minuto para digitar o valor errado e repetido de 25 dólares. Quando eu vi a burrice que eu tinha feito, o feeling do momento Run, run for your life não foi o suficiente para eu dar o lance certo de 26 dólares e eu perdi um leilão pra alguém que tinha dado lance TRINTA E SETE horas antes de mim.
Ser mais lesado.
Tem como?
3 de ago. de 2012
31 de jul. de 2012
Aquele do cu do mundo
Engraçado como às vezes eu sinto que não estou na capital. Deviam considerar o bairro daqui outra cidade, porque olha, difícil fazer qualquer coisa nesse lugar. Altas horas da noite, namorado e eu, os dois na bobeira doidos pra pedir um serviço de quarto porque não tinha nada além de salada pra comer em casa, salada esta que eu acabei preparando com tudo de possível que vi na frente e não deixei restar nem migalhas. O gás tinha acabado de acabar e o nosso microondas, que devia estar aqui do meu ladinho correspondendo às minhas necessidades, está a quilômetros de distância de mim já que meu namorado lindo não toma vergonha na cara pra ir buscar.
Sem brincadeira. Ligamos pra tudo quanto é canto. Ligamos para entregas de comida chinesa, sanduíches, provavelmente umas vinte pizzarias. Incrível. Ou o nosso bairro, olha que lindo, estava FORA DA ROTA da empresa, significando que eles não entregavam aqui nem se pagássemos A MAIS, ou não traziam a maquininha do cartão de crédito.
Bem, o caixa eletrônico 24 horas da farmácia da rua debaixo estava fechado (deviam mudar o nome desses caixas). Que culpa EU tenho de só ter três reais na carteira? Nenhuma. E na verdade eu acho até que o problema do cartão de crédito aconteceu só com cinco por cento dessas tentativas, os outros 95% eram de estabelecimentos que se recusavam a vir até Pavuna.
Cu do mundo esse lugar.
Sem brincadeira. Ligamos pra tudo quanto é canto. Ligamos para entregas de comida chinesa, sanduíches, provavelmente umas vinte pizzarias. Incrível. Ou o nosso bairro, olha que lindo, estava FORA DA ROTA da empresa, significando que eles não entregavam aqui nem se pagássemos A MAIS, ou não traziam a maquininha do cartão de crédito.
Bem, o caixa eletrônico 24 horas da farmácia da rua debaixo estava fechado (deviam mudar o nome desses caixas). Que culpa EU tenho de só ter três reais na carteira? Nenhuma. E na verdade eu acho até que o problema do cartão de crédito aconteceu só com cinco por cento dessas tentativas, os outros 95% eram de estabelecimentos que se recusavam a vir até Pavuna.
Cu do mundo esse lugar.
20 de mai. de 2012
Aquele da falta de material
Honestamente? O que eu mais queria agora era poder sair pra dançar e ficar louca de bêbada na pista de dança de qualquer boate gay nesse estado maldito que tenha bebida liberada. Mas não bebendo cerveja. Não. Cerveja não desce na minha garganta. Pra mim qualquer coisa é melhor que esse xixi com espuma que dão pra gente beber, até essas caipirinhas vagabundas feitas com kisuco de limão misturado com aquelas cachaças das mais baratas, sabem, daquelas que usam pra fazer oferenda de macumba.
Mas não. Eu tenho que ficar em casa, vendo a vida passar, esperando ficar melhor da saúde. Sentindo dor no corpo, entalado na cama assistindo qualquer merda que esteja passando na televisão ou algum filme/série que eu decida baixar para passar o tempo.
Eu quero sair, ver gente nova, voltar a estudar, saber das fofocas. Preciso das futilidades da vida pra sobreviver e, o mais importante, escrever sobre elas. Porque ficar empacado em casa não está me gerando material nenhum e eu já to de saco cheio.
Mas não. Eu tenho que ficar em casa, vendo a vida passar, esperando ficar melhor da saúde. Sentindo dor no corpo, entalado na cama assistindo qualquer merda que esteja passando na televisão ou algum filme/série que eu decida baixar para passar o tempo.
Eu quero sair, ver gente nova, voltar a estudar, saber das fofocas. Preciso das futilidades da vida pra sobreviver e, o mais importante, escrever sobre elas. Porque ficar empacado em casa não está me gerando material nenhum e eu já to de saco cheio.
3 de mai. de 2012
Aquele do exame de fezes
E daí que a minha vida ultimamente tem sido um exame de fezes. Tipo, literalmente e figurativamente. E eu não aguento mais. Sábado passado eu passei super mal, fiquei de cama, e aqui estou eu, quase uma semana depois, ainda em casa, sentindo náuseas e dor no corpo o dia inteiro, esperando meus exames saírem para que meus médicos saibam finalmente que diabos eu tenho e tomarem alguma atitude.
Porque se tem uma coisa que eu odeio é ficar doente. Ficar doente é a abominação da minha vida, primeiro porque eu já tenho que obedecer limites por causa das minhas trezentas alergias. Quer dizer, eu tenho uma lista de restrições, cheia de coisas que se eu comer eu MORRO EM INSTANTES. Tipo, Zeus? Hermes? Afrodite? Qualquer um que esteja aí em cima. Não é o suficiente? Não é estrago o SUFICIENTE NA MINHA VIDA? Segundo que eu não suporto faltar aula. Pelo menos as importantes, né, porque a faculdade de Letras é infestada de disciplina inútil e repetitiva com professores mais inúteis ainda, mas isso a gente releva. O ponto é, o que é a minha vida sem estudar? Nada. Eu não faço NADA de útil, eu to a semana inteira assistindo a filmes e novelas japonesas o dia inteiro, torcendo pra não vomitar no edredon.
Quer dizer, não basta eu passar dias e mais dias do ano sofrendo com rinite, sinusite, falta de ar e o caralho a quatro, eu tenho que sofrer um pouco mais.
Mas acho que a pior coisa no fim do dia é aquela sensação de ser uma mulher grávida no fim da gravidez, ficando enjoado por qualquer coisa e mijando a cada cinco minutos. E eu tenho um pinto! Sabe? Eu não devia estar sentindo isso. Eu não detenho a dádiva da menstruação (como diria nosso mestre Clodovil, que descanse em paz). Isso está sendo um martírio e eu não aguento mais ficar em casa. Eu até poderia arriscar ir para as aulas mas 1) Eu não vou viajar uma hora e meia, duas horas de ônibus passando mal lá dentro no meio daquele trânsito maravilhoso da avenida Brasil e 2) A comida do restaurante universitário é nojenta e eu não vou comer aquilo no estado que estou. Afinal, já basta eu ter de comer aquela gororoba quando eu estou BEM de saúde.
Porque se tem uma coisa que eu odeio é ficar doente. Ficar doente é a abominação da minha vida, primeiro porque eu já tenho que obedecer limites por causa das minhas trezentas alergias. Quer dizer, eu tenho uma lista de restrições, cheia de coisas que se eu comer eu MORRO EM INSTANTES. Tipo, Zeus? Hermes? Afrodite? Qualquer um que esteja aí em cima. Não é o suficiente? Não é estrago o SUFICIENTE NA MINHA VIDA? Segundo que eu não suporto faltar aula. Pelo menos as importantes, né, porque a faculdade de Letras é infestada de disciplina inútil e repetitiva com professores mais inúteis ainda, mas isso a gente releva. O ponto é, o que é a minha vida sem estudar? Nada. Eu não faço NADA de útil, eu to a semana inteira assistindo a filmes e novelas japonesas o dia inteiro, torcendo pra não vomitar no edredon.
Quer dizer, não basta eu passar dias e mais dias do ano sofrendo com rinite, sinusite, falta de ar e o caralho a quatro, eu tenho que sofrer um pouco mais.
Mas acho que a pior coisa no fim do dia é aquela sensação de ser uma mulher grávida no fim da gravidez, ficando enjoado por qualquer coisa e mijando a cada cinco minutos. E eu tenho um pinto! Sabe? Eu não devia estar sentindo isso. Eu não detenho a dádiva da menstruação (como diria nosso mestre Clodovil, que descanse em paz). Isso está sendo um martírio e eu não aguento mais ficar em casa. Eu até poderia arriscar ir para as aulas mas 1) Eu não vou viajar uma hora e meia, duas horas de ônibus passando mal lá dentro no meio daquele trânsito maravilhoso da avenida Brasil e 2) A comida do restaurante universitário é nojenta e eu não vou comer aquilo no estado que estou. Afinal, já basta eu ter de comer aquela gororoba quando eu estou BEM de saúde.
29 de abr. de 2012
8 de abr. de 2012
Aquele da caixa de chocolate
Ao chegar essa época gordurosa da Páscoa de comprar rios de chocolate para amigos e parentes, quando minha família vem me perguntar o que eu quero, eu descarto a possibilidade de receber uma caixa de bombons na hora, se puder. Essas caixas de bombons sortidos é o que tem de pior para gente chata e fresca que nem eu. Basicamente porque nós não comemos qualquer chocolate.
O que acaba acontecendo é que eu ganho uma caixa de bombons e só como 1/3 das unidades que tem ali dentro. O resto acaba atravessando o esôfago da senhora Minha mãe, que na fome come até pedra.
Mas o que fazer quando você ganha uma caixa de bombons e o seu bombom preferido, aquele pelo qual seu coração bate mais acelerado enquanto abre a caixa, foi esquecido de ser colocado junto? O que fazer?
Serviço de atendimento ao consumidor, é claro.
"Minha senhora, é o seguinte. Eu ganhei uma caixa de bombons da sua fábrica e vocês esqueceram de colocar um bombom."
"Um bombom?"
"Sim, senhora."
"O senhor quer que nós o reembolsemos no valor de um bombom?"
"Exatamente."
"Tu. Tu. Tu. Tu."
O que acaba acontecendo é que eu ganho uma caixa de bombons e só como 1/3 das unidades que tem ali dentro. O resto acaba atravessando o esôfago da senhora Minha mãe, que na fome come até pedra.
Mas o que fazer quando você ganha uma caixa de bombons e o seu bombom preferido, aquele pelo qual seu coração bate mais acelerado enquanto abre a caixa, foi esquecido de ser colocado junto? O que fazer?
Serviço de atendimento ao consumidor, é claro.
"Minha senhora, é o seguinte. Eu ganhei uma caixa de bombons da sua fábrica e vocês esqueceram de colocar um bombom."
"Um bombom?"
"Sim, senhora."
"O senhor quer que nós o reembolsemos no valor de um bombom?"
"Exatamente."
"Tu. Tu. Tu. Tu."
20 de mar. de 2012
Aquele do metrô lotado #02
A hora do rush no metrô do Rio de Janeiro é engraçada porque você nunca consegue controlar a posição do seu corpo, né. É tipo jogar Twister, é uma coisa que fica além do seu poder de escolha. Uma perna tá num lugar, a outra está traçada de forma totalmente diferente e desconfortável e por aí vai.
Eu estava na estação de partida, sem conseguir mexer UM dedo sequer. Se o metrô tivesse janelas, teria gente sendo jogada pra fora delas à força por causa do aperto, afinal, em vagão lotado as pessoas aproveitam pra empurrar as outras na maior vontade. Eu, inclusive, sou uma delas. Não tenho dó. Eu sou um palito de gente, se eu não machucar as pessoas, elas ME machucam.
Enfim. Um silêncio gostoso imperava no vuco-vuco do vagão e uma louca me vira, suspirando e quebrando o silêncio:
"Ai gente. Eu odeio solidão."
Eu estava na estação de partida, sem conseguir mexer UM dedo sequer. Se o metrô tivesse janelas, teria gente sendo jogada pra fora delas à força por causa do aperto, afinal, em vagão lotado as pessoas aproveitam pra empurrar as outras na maior vontade. Eu, inclusive, sou uma delas. Não tenho dó. Eu sou um palito de gente, se eu não machucar as pessoas, elas ME machucam.
Enfim. Um silêncio gostoso imperava no vuco-vuco do vagão e uma louca me vira, suspirando e quebrando o silêncio:
"Ai gente. Eu odeio solidão."
4 de jan. de 2012
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