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29 de out. de 2012

Aquele das vagens

Não é exatamente um segredo que um dos maiores desejos do meu pai é ver meu namorado morto. Um ano e meio já se passou depois do fatídico dia em que todas as esperanças de papai de me ver casado com alguma Sra. Seios se desvaneceram em pó. Os limites dos segredinhos já haviam extrapolado e eu tive que desenhar explicadinho para ele entender que o amiguinho com quem eu passava tanto tempo junto era na verdade meu namorado.

Esses dias enquanto mofávamos em casa, nesse calor infernal do Rio de Janeiro, decidimos cozinhar vagens para a salada do jantar. Como meu namorado não sabe preparar as vagens do jeitinho que minha mãe costuma fazer, eu pedi delicadamente para ele ligar pra minha casa e perguntar para ela. Afinal, meu pai trabalhava o dia todo fora e a Sra. Minha Mãe, diferente dele, não havia me proibido de mencionar o nome do bofe em sua presença.

E então ele ligou.

"Alô?", ele disse depois de discar o número. "Dona Madalena? É o Anderson, namorado do Alison, tudo bem? ..... Ué. Ela desligou na minha cara."

Não deu nem um minuto e meu pai ligou para o meu celular, puto da vida, dando sermão sobre como ele não precisa que eu esfregue na cara dele os detalhes do meu "estilo de vida".

Mas que culpa eu tenho se ele saiu cedo do trabalho e acabou atendendo o telefone?

16 de set. de 2012

Aquele do gel lubrificante


Pedrinho e Ângelo já namoravam há um ano e meio e tinham uma vida sexual bem ativa. Uma vez depois de saírem pra jantar, voltando pra casa, Ângelo cismou em parar na farmácia da rua da casa dele para comprar lubrificante.

"Gel lubrificante", Ângelo pediu para a atendente.

"Só pedir ali no balcão", respondeu ela, dando uma risadinha pra Pedrinho, que fingia ter entrado sozinho e olhava os produtos da farmácia com grande interesse, como se estivesse procurando alguma coisa.

"Pedrinho!", chamou Ângelo em voz alta. "Você prefere com esse ou com esse?"

Farmácia inteira para pra prestar atenção em Ângelo segurando os dois tubos de lubrificante de marcas diferentes.

Existe vergonha maior?

Pode acontecer com qualquer um. Aconteceu com um amigo meu.

8 de ago. de 2012

25 de mar. de 2012

Aquele em que homem não presta, e a mãe vem logo atrás

Homem é uma criatura que não presta. E eu não digo isso por ser homem e por conhecer a manha na pele, não. Eu digo isso como ser humano.

A festa estava rolando lá pelas seis, sete horas da noite. Era o aniversário de uma criança, a menina estava completando um aninho de idade, e apesar disso a bebida estava rolando solta. Depois de alguns anos de experiência de vida eu cheguei a conclusão que festa de primeiro aniversário não passa de uma desculpa esfarrapada dos pais para reunir os amigos e familiares para ganhar coisas de graça e encher a cara, com as crianças correndo como plano de fundo.

Cleonice era prima de criação de Alfredo que era primo legítimo dos pais da criança, que não tinham relação nenhuma comigo. Alfredo estava noivo de um relacionamento de longa data e o casório já estava até marcado. Vamos chamar sua noiva de Agda. Enfim. Cleonice estava de olho em Alfredo desde o início da festa. Era piscadela pra cá, acenos pra lá, olhadas, beijinhos no ar. Né, aquelas coisas, e pelo o que eu pude perceber, a Agda nem tchum pra tudo aquilo.

"Ai, ele não tá percebendo!", bufou Cleonice. "Ângelo, vai lá falar com ele, já que ele não se toca."

Eu não sei exatamente como dizer de forma discreta a uma pessoa compromissada que alguém quer bater um "lero" com ela enquanto o compromisso da pessoa está BEM AO LADO DELA. Mas de qualquer forma, Ângelo foi lá e  fez o serviço. E ainda levou uma resposta:

"Diz pra ela que eu falo com ela depois." respondeu Alfredo pelo canto da boca.

Acho que não tem como uma pessoa fazer a outra tão de idiota sem ela não perceber nada, né, e minha teoria acabou provando-se correta. Mas se já não bastasse isso, na hora em que Alfredo foi sozinho respirar um ar puro fora da festa, e Agda ter percebido que Cleonice não se encontrava em NENHUM lugar do interior do salão, já tratou de ir caçar o noivo.

O telefone celular de Alfredo tocou, e após balbuciar algumas palavras, desligou.

"Era minha mãe.", ele disse. "Ligou pra avisar que Agda estava vindo atrás de mim pra me pegar no flagra com a Cleonice."

Quer dizer. Até a mãe é cúmplice das cachorrices do filho.

Meninas. Meninos. Segurem seus homens firmemente. Se até a mãe tá a favor, tá fácil pra ninguém, não.

24 de mar. de 2012

Aquele em que eu sou ridículo

Eu fui uma criança muito tímida na infância, não falava direito com as pessoas e mal abria a boca. Conhecer pessoas foi um obstáculo que eu superei no período colegial-faculdade. Meus anos de colegial até meus primeiros semestres da faculdade foi a época em que eu me libertei do casulo. Em todos os sentidos possíveis (?).

Hoje em dia dizem que eu ainda tenho certos problemas com pessoas. Não em conhecê-las. Não. Na verdade eu até me acho bem sociável, quase extrovertido. Meu problema não é conhecer pessoas, meu problema é ignorar algumas delas.

No corredor da faculdade, uma vez, veio Bruno trazendo um garoto que eu não conhecia, vindo em minha direção.

"Ei, Jorge, esse aqui é o namorado da Sicrana."

"Ah, oi." Sem desacelerar o passo, dizendo isso, eu passo pelos dois e vou embora, sem dizer mais nada.

Ainda hoje Bruno conta essa história pra todo mundo como exemplo do quanto eu sou ridículo.
Mas eu não faço por mal, gente.
Juro.

15 de fev. de 2012

Aquele em que gostam dos meus óculos

"Eu te acho muito bonito, sabia? Digo, o seu rosto, é bem másculo. Se fizesse academica pra ficar fortinho, eu até embarcava" me disse um amigo certa vez.

"Ah, você acha?" disse incrédulo o amigo dele, que estava sentado ao seu lado, me analisando de cima a baixo depois do comentário sobre mim "Eu gosto dos... óculos dele. Acho bonito".

Que merda de elogio foi esse? Meus óculos?
Eu acho que, assim, nessas horas o silêncio é o melhor comentário a se fazer. E não "Não acho ele bonito, mas dos óculos dele eu gosto".

Se manca.

4 de fev. de 2012

Aquele do fofo

"Alison, você acha Beutrano bonito?" perguntou Sicrano sobre Beutrano para mim certa vez. Sicrano e Beutrano eram melhores amigos.

"O Beutrano? Er... Ah, ele é fofo" eu respondi.

"Fofo? O que quer dizer fofo?"

"Ué... fofo".

"Tá, mas você ficaria com o Beutrano?" ele insistiu.

"Não".

"Por que?"

"Porque ele é fofo".

29 de set. de 2011

Aquele do suposto desprezo

Era uma bela e monótona manhã na universidade, o sol brilhando lá fora e os pássaros enchendo o saco, como de costume. Eu matando aula, também como de costume, e de repente sendo arrastado pra tomar café por um indivíduo que queria porque queria falar comigo.

"Ah, porque eu tenho notado que você anda diferente comigo, não tá falando comigo direito. E agora eu to percebendo o motivo" ele começou falando pra mim.

"Ah é, mesmo?" eu perguntei "E por que seria?"

"Você tá é me desprezando. Porque pra você não faz diferença se estou aqui ou não, se eu falo com você ou não. Na verdade você só está agora falando comigo porque não tem nada melhor pra fazer".

Sei lá, vai ver eu sou mesmo péssimo com gente, eu confesso. Não tenho talento pra gente, não sei lidar. Deve ser coisa minha, mas veja bem: O que possivelmente eu vou dizer em resposta para uma coisa dessas?

"É. Vai ver é isso mesmo." foi o que eu disse.

Com quem foi que eu aprendi a ser tão ridículo assim?

15 de ago. de 2011

Aquele da primeira visita à casa do namorado

Não tem nada mais constrangedor do que conhecer família de namorado. A primeira vez sempre é foda, em todos os sentidos. Você nunca sabe exatamente o que vai encontrar, você morre de vergonha, sua frio, não sabe o que falar, se atropela nas palavras o tempo todo, e se você já tem uma natureza tímida, meu bem, é o fim. Eu por exemplo acabo falando só bobagem. É uma vergonha só.

Eu lembro quando o processo aconteceu pela primeira (e única) vez. Eu acho que quando a família alheia sabe que tem um namorado vindo visitar eles já se preparam para a chegada fazendo uma reunião básica sobre quais aspectos eles vão encarnar e fazer piada dessa vez. É piadinha pra cá e piadinha pra lá que não acaba mais. Sabe os dementadores do universo Harry Potter? Aquelas criaturas negras, encapuzadas que se alimentam da felicidade dos outros? Então. Eu acho que a família do namorado se alimenta da sua vergonha.

Quando aconteceu comigo a família inteira estava lá. Mãe, irmão, primos, tia, avós, agregados, a porra toda. Tudo piadista, né. E por algum motivo eles fizeram a conversa centrar, da forma mais absurda, na minha escolha de calçado do dia. Um All Star vermelho de cano médio. No fim do dia meu apelido já tinha se consolidado: Ronald McDonald.

Mas quando a gente já está na merda, é incrível. Sempre tem um jeito de você se envergonhar ainda mais. A família estava novamente falando do meu All Star vermelho quando de repente:

"Qual o nome mesmo?" perguntou uma das tias.

"All Star." eu respondi.

"Ah, o seu nome é All Star?"

Eu juro. Eu escondi meu rosto atrás das minhas mãos.
Mas o que me alivia espiritualmente é que no dia que o namorado conheceu a minha mãe, a cara dele de pura vergonha e seu esforço de não dar nenhuma pinta foram impagáveis. Sorte dele que ainda não teve a chance de conhecer o sogrão. Porque aí sim será a minha vingança.

13 de ago. de 2011

Aquele da cor-de-rosa

Não sei por quê tem tanto gay que faz tanta questão de se afastar da cor rosa. Eu não. Na verdade eu adoro rosa. Tem caras que não gostam nem de usar camisa da cor por puro receio ou por não gostarem que a cor simbolize o nossa comunidade e blá. Sei lá, eu não consigo deixar de achar toda essa frescura uma das coisas mais bobas e engraçadas da comunidade gay.

Sabe, eu sou uma pessoa muito tímida. Ou pelo menos me considero uma, embora meus amigos discordem. Talvez seja o meu modo de vestir ou a minha falta de certos escrúpulos que causam essa impressão, não sei. O que acontece é que quando chega no assunto da minha liberdade de vestir, gostar e fazer certas coisas, eu não tenho exatamente um problema em demonstrá-las.

Eu adoro rosa. Adoro vestir rosa e ainda o faço andando de mãos dadas com o namorado no shopping centre. As pessoas olham e as pessoas comentam. Algumas vezes quando estou sozinho, inclusive, até já me chamaram de boiola no meio da rua, provavelmente por causa dos meus coletes e das minhas calças strech, mas eu simplesmente me recuso a ter receio de quem eu sou.

Alguns amigos meio que se preocupam com essa falta de vergonha que meu namorado e eu temos com relação ao nosso relacionamento. É claro que eu sei que corro o risco de sofrer um ataque homofóbico a qualquer momento, mas eu só acho que se continuarmos com medo de um gesto tão simples quanto andar de mãos dadas com a pessoa que a gente gosta, as pessoas vão demorar bem mais pra perceber que seus olhos não vão cair  cada vez que um casal homossexual passa pela sua frente. Há certos riscos que eu acho que valem a pena correr. E em adição parece que de alguma forma eu estou até contribuindo para a diminuição do preconceito.

Mas eu vou contar que até agora só aconteceram situações bem engraçadinhas:

"Olha, Fulana! Olha! Eles são namorados! Olha que fofo!"

E são por pequenas coisas como essa que eu continuo a não ter medo de dizer que cor-de-rosa é uma das minhas favoritas.

2 de jul. de 2011

Aquele da inveja

Acho que maioria das pessoas veem a inveja como uma coisa legitimamente ruim. Eu não consigo pensar assim. Sabe aquela coisa de mentira boa e mentira ruim? Quando você mente por uma boa causa, para ajudar alguém ou seja lá o que for, é totalmente diferente de você mentir para enganar ou ferrar uma pessoa. É a mesma psicologia. Há aquela inveja inocente do "ah, bem que seria legal ter acontecido comigo" e há aquela coisa absurdamente invejosa que você sente vontade de matar e esganar a pessoa à facadas por ela ter se dado super bem e você continuar na mesma merda.

Todo mundo sente inveja, e não venha me dizer que não, porque a gente sempre acha que a grama do vizinho é mais verde do que a nossa. É que nem notícia boa vinda de conhecidos, familiares, e às vezes até amigos. Honestamente, eu consigo me sentir genuinamente feliz, do tipo de dar pulinhos de alegria quando um amigo vem e me conta algo de bom que aconteceu com ele. Sabe, quando o amigo ganhou uma promoção foda ou começou a namorar, ou vai casar. Mas eu só tenho a impressão que essas coisas só acontecem alheiamente. É sempre o amigo que ganha uma oferta de emprego, é sempre o amigo que tá pegando o gostoso da boate, ou que está noivo depois de um relacionamento que já vai faz dois anos. É como se fosse uma avalanche de notícia ruim. Não que eu me sinta cheio de ódio das coisas boas que acontecem com os outros, mas qual é, são exatamente essas notícias que acabam te lembrando que você AINDA tá desempregado, que você AINDA não sabe o que tá fazendo da sua vida e que você AINDA não tem um namorado.

É aquela época que você para e pensa: Tá todo mundo se dando bem e a minha vida continua o mesmo monte de bosta. Mas isso a gente tem que encarar com uma coisa boa. Uma inveja boa. Não é como se a gente quisesse que nossos amigos/conhecidos/familiares estivessem na merda também. A gente até fica feliz por eles. A gente fica. Mas bem que a vida poderia dar uma notícia legal para nós também, que já estamos cansados de receber na cara. Sabe, só pra variar

12 de jun. de 2011

Aquele das sete razões para detestar o dia dos namorados

Não suporto dia dos namorados. E tenho sete razões para tal.

Primeiro: Lembro que eu não tenho um namorado com quem passar esse dia maldito. Segundo: Lembro que enquanto eu estou em casa blogando, lá fora há uma porção desses malditos casais felizes saindo pra comer, ir ao cinema, passear, fazer sexo etc, e daí me lembro que eu não posso fazer nada disso. Terceiro: Lembro da troca de presentes e de como eu não vou ganhar absolutamente nada. NADA. Diferente de uma quantidade absurda de gente feliz por aí, sem falar dos infelizes que TAMBÉM ganham presentes só por estarem num relacionamento também infeliz, e nem isso eu tenho. Quarto: Lembro de amigos igualmente solteiros que me chamaram para sair e fazer um programa qualquer, encher a cara ou ir para a balada num protesto contra o Doze de Junho numa afirmação de como todos nós somos pessoas super descoladas e orgulhosamente solteiras. E isso me deprime porque vamos combinar que isso é uma mentira deslavada. Quinto: Lembro que meus pais que se odeiam e que tem mais de vinte anos de casados até trocaram chocolate. Chocolate! E ninguém me deu um mísero bombom. E eu amo chocolate e isso me deprime. Sexto: Lembro que muita gente por aí pode até também não ter namorado, mas tem um rolo, um peguete, ou um caso, ou um amante, ou um sex buddy ou seja lá quais são as novas gírias que andam usando por aí para essa gente que libera tanta endorfina no corpo. Mas eu? Eu não, eu só tenho uma placa pendurada no meu pescoço escrito Solteiro. Solteiro com S maiúsculo. Sete: Lembro de como na minha vida inteira eu só tive um Dia dos Namorados acompanhado e de como foi legal sair, conversar, comer alguma coisa, ver um filme juntinho de alguém e receber um presente no final de um dia nacionalmente selecionado para toda essa baboseira. Tudo o que eu não estou fazendo na data comemorativa do ano seguinte.

E é por isso que eu detesto esse dia.
Dia para celebrar a união amorosa meu cu! Esse é o dia para te lembrar que você não tem ninguém emocionalmente ao seu lado e que você não tem feito nada muito próximo a sexo ultimamente.

3 de mai. de 2011

Aquele defeito que você convive

Há muito do que eu tenho que aguentar com relação a amigos. Briguinhas bobas, estupidez, brincadeiras chatas que acabam virando algo desconfortável... Mas sabe o que mais me irrita de tudo? Essa necessidade das pessoas de sempre precisarem estar num nível acima do que os outros. Eu fico me perguntando como as pessoas se comunicam e aprendem. E olha que eu juro que eu faço o meu melhor porque eu me acho uma pessoa super do bem.

Essa história de querer ficar rebaixando os outros não é nada legal. Tanto é que quando eu não me sinto desconfortável num meio eu simplesmente me afasto. Isso acontecia mais antigamente do que agora, porque antigamente eu não tinha muita paciência e o ser humano às vezes chega a um ponto que me cansa. Hoje em dia não, acho que a faculdade me obrigou a aprender a lidar com os diferentes tipos de personalidades. O problema é quando o afastamento não procede. Não de uma forma ruim, mas pelo hábito. Tem muita gente por aí que diz o contrário, mas eu vou falar uma coisa que a maioria não concorda: A gente não escolhe os amigos. Os amigos acontecem. Isso podendo se dar de uma forma boa, e de uma forma ruim também. Às vezes você consegue fugir, às vezes não. Às vezes você suporta. Às vezes você cria vínculos.

É lógico que com o tempo você vai percebendo que aquele seu amigo às vezes (ou frequentemente) te deixa louco e à beira da insanidade. Porque né, todo mundo tem defeitos. Eu tenho amigos com defeitos gritantes que me fazem querer arrancar os cabelos, mas a amizade chega ao ponto de você aceitar toda aquela maluquice e ver tudo aquilo com outros olhos porque aquele seu amigo não é o mesmo sem todos aqueles defeitos. Mas a única coisa que de fato me dá nos nervos é a estupidez na relação nas coisinhas bobas. "Porque eu moro melhor que você", "porque eu me visto melhor que você", "porque eu sou mais inteligente que você", "porque o meu sobrenome é melhor que o seu" etc. E tudo como se fosse algo realmente relevante.

Eu acho que há coisas mais importantes para se preocupar. Mas o que a gente pode fazer? A gente pode mandar tomarem todos no meio no cu e geralmente é o que eu faço. E não por acontecer comigo, o que também procede, mas quando acontece com outros dois amigos. Mas algo muito íntimo me impressionou enquanto eu pensava sobre isso. Seu melhor amigo pode pensar da maneira mais diferente possível que você e ter as atitudes mais impensáveis pra você, mas você ainda ama aquele idiota.

Me pergunto se o amor também é assim.