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27 de jan. de 2013
23 de nov. de 2012
Aquele do alívio
Eu estava lá, cuidando da minha própria vida, prestes a sair da estação de metrô quando um negão enorme com o dobro do meu tamanho cruzou o meu caminho.
"E aí, você topa tudo?", ele perguntou.
Não que eu tope tudo, porque a verdade é que ninguém realmente topa tudo, mas história vai, história vem e quando eu me dei conta eu já estava dentro de um quarto de hotel com um negão que não se assemelhava nem um pouco com o meu namorado.
"Você tem camisinha?", perguntei.
"Tenho."
Acho que todo mundo que está ou esteve num relacionamento sério pensa ou já pensou naquela possibilidade de traição. Eu sempre acreditei que a minha estivesse numa relação de uma por um milhão,mas pelo menos eu usei camisinha. Eu podia até estar certo sobre essa questão da probabilidade, eu só tive a má sorte dela cruzar o meu caminho.
E a convivência com a culpa? Conto ou não conto? Eu não sei como as outras pessoas conseguem, mas conviver com a culpa é uma coisa com a qual eu definitivamente não sei lidar. Se você não quer pagar a pena, não cometa o crime. Não é isso que dizem?
Não tem como eu descrever o alívio que eu senti quando eu acordei daquele pesadelo e não precisei mais tomar a decisão. Meio que me faz pensar que a probabilidade caiu para zero. Se em sonho a situação era tão angustiante, imagina em carne e osso?
"E aí, você topa tudo?", ele perguntou.
Não que eu tope tudo, porque a verdade é que ninguém realmente topa tudo, mas história vai, história vem e quando eu me dei conta eu já estava dentro de um quarto de hotel com um negão que não se assemelhava nem um pouco com o meu namorado.
"Você tem camisinha?", perguntei.
"Tenho."
Acho que todo mundo que está ou esteve num relacionamento sério pensa ou já pensou naquela possibilidade de traição. Eu sempre acreditei que a minha estivesse numa relação de uma por um milhão,
E a convivência com a culpa? Conto ou não conto? Eu não sei como as outras pessoas conseguem, mas conviver com a culpa é uma coisa com a qual eu definitivamente não sei lidar. Se você não quer pagar a pena, não cometa o crime. Não é isso que dizem?
Não tem como eu descrever o alívio que eu senti quando eu acordei daquele pesadelo e não precisei mais tomar a decisão. Meio que me faz pensar que a probabilidade caiu para zero. Se em sonho a situação era tão angustiante, imagina em carne e osso?
29 de set. de 2012
Aquele em que a Hebe morre
Então a Hebe morreu e tá todo mundo no twitter falando disso. O Brasil agora está sem a sua Gracinha. Até eu, inclusive, soltei meus comentários. Não deu cinco minutos e já começaram os murmúrios da galera dando altas palestras sobre como somos todos patéticos por começarmos a amar a Hebe só agora depois que ela morreu.
Gente. Shame on you.
Hebe foi uma figura da TV brasileira por décadas e mais décadas. Não existe UMA pessoa nesse Brasil imenso que não conheça sua personagem. Eu não preciso ter um pôster da Hebe no meu quarto e dedicar um blog a ela para ter aquele respeito tão especial pela grande mulher e figura que ela foi para a mídia popular brasileira.
Agora o que me entristece é que eu nunca vou poder dar um selinho na boca mumificada dela. Eu sei que dificilmente isso seria possível mesmo quando ela ainda tinha o coração batendo naquele ritmo devagar-quase-parando, mas eu gostava de ter a opção da possibilidade remota.
Descanse em paz Hebe
Gente. Shame on you.
Hebe foi uma figura da TV brasileira por décadas e mais décadas. Não existe UMA pessoa nesse Brasil imenso que não conheça sua personagem. Eu não preciso ter um pôster da Hebe no meu quarto e dedicar um blog a ela para ter aquele respeito tão especial pela grande mulher e figura que ela foi para a mídia popular brasileira.
Agora o que me entristece é que eu nunca vou poder dar um selinho na boca mumificada dela. Eu sei que dificilmente isso seria possível mesmo quando ela ainda tinha o coração batendo naquele ritmo devagar-quase-parando, mas eu gostava de ter a opção da possibilidade remota.
Descanse em paz Hebe
27 de set. de 2012
6 de jul. de 2012
22 de jun. de 2012
26 de mai. de 2012
Aquele em que eu falo rápido demais
Não que eu concorde, mas minha mãe vive dizendo que eu falo meio rápido demais, só que na verdade eu considero a velocidade da minha fala num nível normal, não chega a ser exatamente um problema, o problema é a minha mãe que vive enchendo o meu saco querendo me obrigar a ir num fonoaudiólogo, dizendo que eu preciso ir num médico para resolver os meus problemas de fala porque ela reclama que as pessoas, ela principalmente, não entendem as coisas que eu digo, que isso pode ser uma deficiência provida de um gene familiar pois a mesmíssima coisa aconteceu algumas vezes na minha família, aconteceu com meu tio Lúcio e minha tia Neide que na adolescência falavam rápido demais e acabaram escolhendo resolver o problema de se atropelarem nas palavras que pronunciavam num fonoaudiólogo, mas eu não tenho vontade alguma de aprender a falar como eles porque, fala sério, eu não quero falar pausado que nem um idiota pronunciando cada palavra na velocidade da eternidade como se eu estivessse morrendo, porque é assim que meus tios aprenderam a ter o costume de falar depois do tratamento na fono e meu estilo de fala não dá pra ser assim, eu não sou lento, eu não gosto de lentidão, eu gosto das coisas rápidas, portanto minha vida seria muito mais fácil se minha mãe compreendesse isso e parasse de sugerir que eu faça tratamento, porque eu não preciso, eu realmente não preciso, que culpa eu tenho se às vezes ela ou as pessoas não entendem o que eu falo e eu tenha que repetir, não que eu repita né porque se tem uma coisa que me irrita é quando me mandam repetir algo que eu acabei de dizer, nossa me irrita muito, mas o que me irrita mais ainda é aquela maneira bicho-preguiça de falar porque, fala sério, aquilo não é vida, aquilo é atraso de vida, e a vida é muito curta pra ser atrasada, a minha mãe inclusive tem o mesmo "problema" que eu, ela vive reclamando que fala rápido demais também e que eu só aprendi a falar dessa maneira irregular por causa dela, por influência dela, mas eu não entendo o motivo dela achar que precisa ir numa fono, porque eu não preciso, não tem a menor necessidade, e se eu não preciso ela também não precisa, porque eu entendo o que ela fala perfeitamente bem, então se eu falo rápido porque cresci com minha mãe falando rápido demais e consigo entender tudo o que ela fala com perfeição, então, respectivamente, isso significa que EU não preciso de tratamento porque eu falo numa velocidade que dê para as pessoas entenderem, e ponto final.
24 de mai. de 2012
Aquele do chihuahua
Sabe, às vezes eu queria ser um chihuahua. Eu sempre vi o cachorro da raça chihuahua como aquele cachorrinho franguinho, pequenininho, o companheiro clássico de uma patricinha podre de rica. Um cachorro com um temperamento que absolutamente não faz juz ao seu tamanhinho de bolso.
Quer dizer, a imagem que eu tenho dos chihuahuas é de um animal totalmente histérico, se atropelando na sua condição mais-que-irritante com aquele latido esganiçado e impossível de se lidar. Imagino o chihuahua como um grande estúpido corajoso, bravo o suficiente para enfrentar os cães com o visual mais perigoso com relação a ele, sem a menor noção de que obviamente esses mesmos cachorros seriam capazes de estraçalhar o pobre do chihuahua em pedacinhos como se ele fosse uma meia velha. Vejo o chihuahua, principalmente, como um cachorro que apesar de tudo isso, não tem medo do que é, aparentemente, mais forte do que ele.
Não sei se eu chamaria isso de coragem ou de burrice, pra falar a verdade, mas eu admiro essa determinação absurda que o chihuahua detém. É quase poético.
Eu daria um ótimo chihuahua.
Mas puta que pariu, como eu seria irritante.
Quer dizer, a imagem que eu tenho dos chihuahuas é de um animal totalmente histérico, se atropelando na sua condição mais-que-irritante com aquele latido esganiçado e impossível de se lidar. Imagino o chihuahua como um grande estúpido corajoso, bravo o suficiente para enfrentar os cães com o visual mais perigoso com relação a ele, sem a menor noção de que obviamente esses mesmos cachorros seriam capazes de estraçalhar o pobre do chihuahua em pedacinhos como se ele fosse uma meia velha. Vejo o chihuahua, principalmente, como um cachorro que apesar de tudo isso, não tem medo do que é, aparentemente, mais forte do que ele.
Não sei se eu chamaria isso de coragem ou de burrice, pra falar a verdade, mas eu admiro essa determinação absurda que o chihuahua detém. É quase poético.
Eu daria um ótimo chihuahua.
Mas puta que pariu, como eu seria irritante.
19 de mai. de 2012
24 de abr. de 2012
Aquele da heterofobia
Esses dias eu fui chamado de heterofóbico. Gente, eu não sou heterofóbico. Não mesmo. Eu não tenho problema algum com a sexualidade das pessoas, eu acho que eu cresci com dificuldade o suficiente naquela prisão que a gente chama de escola para ter alguma atitude desrespeitosa desse naipe, o problema aqui na verdade está num nível muito mais pessoal do que as pessoas pensam de primeira instância, e não irracional.
Vou filtrar logo as mulheres dessa reflexão porque as mulheres geralmente são pessoas mais sofisticadas e fáceis de lidar. Pelo menos pra mim. Sabe o menininho que cresceu rodeado de garotas na escola, geralmente sem a companhia de outro garoto? Em toda turma teve um. Então, esse era eu. Inclusive até hoje é assim, tenho mais amigas do que amigos. É muito difícil eu me identificar com homens, mesmo gays, porque sei lá, o modo de pensar é diferente. Não que eu me identifique com o gênero mulher, seja transgênero ou coisa parecida, o que não é o caso, é mais uma questão de afinidade mesmo.
Eu não tenho problemas com caras héteros se você pensar no que essas palavras de fato significam: Caras. Héteros. Eu APENAS me reservo no direito de não me juntar com pessoas que acham que a ambiguidade que se encontra na frase "Ele gosta de comer banana" seja uma piada sofisticadíssima. Sabem? Eu não tenho paciência.
O meu problema então é com idiotice, com aquele nível absurdo de escrotidão e irrelevância que sai da boca de certos indivíduos do gênero masculino. Desde a infância nós somos informados que as mulheres são seres de um intelecto mais avançado, que amadurecem mais depressa, enfim. Daí nós temos aquela tendência ingênua a acreditar que aquele menino sujinho de lama vai crescer, tomar um daqueles tapas de consciência que a vida sempre nos dá e assim se tornará uma pessoa menos insuportável de se lidar. Mas não. Ele não amadurece. Ele continua a tratar a Banana como um eterno símbolo fálico em todas as ocasiões. E. eu. não. tenho. paciência.
Então, sei lá, quando eu dou aquela revirada nos olhos depois de ouvir um comentário infeliz e digo "Ai, hétero é foda" é porque, realmente, eu já tive de aturar muita coisa nessa vida em casa e fora dela, e já to de saco cheio.
Vou filtrar logo as mulheres dessa reflexão porque as mulheres geralmente são pessoas mais sofisticadas e fáceis de lidar. Pelo menos pra mim. Sabe o menininho que cresceu rodeado de garotas na escola, geralmente sem a companhia de outro garoto? Em toda turma teve um. Então, esse era eu. Inclusive até hoje é assim, tenho mais amigas do que amigos. É muito difícil eu me identificar com homens, mesmo gays, porque sei lá, o modo de pensar é diferente. Não que eu me identifique com o gênero mulher, seja transgênero ou coisa parecida, o que não é o caso, é mais uma questão de afinidade mesmo.
Eu não tenho problemas com caras héteros se você pensar no que essas palavras de fato significam: Caras. Héteros. Eu APENAS me reservo no direito de não me juntar com pessoas que acham que a ambiguidade que se encontra na frase "Ele gosta de comer banana" seja uma piada sofisticadíssima. Sabem? Eu não tenho paciência.
O meu problema então é com idiotice, com aquele nível absurdo de escrotidão e irrelevância que sai da boca de certos indivíduos do gênero masculino. Desde a infância nós somos informados que as mulheres são seres de um intelecto mais avançado, que amadurecem mais depressa, enfim. Daí nós temos aquela tendência ingênua a acreditar que aquele menino sujinho de lama vai crescer, tomar um daqueles tapas de consciência que a vida sempre nos dá e assim se tornará uma pessoa menos insuportável de se lidar. Mas não. Ele não amadurece. Ele continua a tratar a Banana como um eterno símbolo fálico em todas as ocasiões. E. eu. não. tenho. paciência.
Então, sei lá, quando eu dou aquela revirada nos olhos depois de ouvir um comentário infeliz e digo "Ai, hétero é foda" é porque, realmente, eu já tive de aturar muita coisa nessa vida em casa e fora dela, e já to de saco cheio.
31 de dez. de 2011
Aquele de 2011
Dois mil e onze foi um ano meio merda. Me estressei com a vida, não sabia o que fazer com minha carreira, não sabia que direção queria ir, sentia vontade de nada. Achei dúvidas na minha cabeça que eu nem sabia que existiam e metas que pensava não ter vontade de tentar seguir. Se possível me atolei mais ainda em dívidas e teve dias que me sentia emocionalmente com o peso do chão sobre mim com mais toneladas e toneladas de fezes por cima. Mas eu superei.
Conheci muita gente nova. Trabalhei com muita gente bacana e descobri que talvez eu possa servir para alguma coisa nesse mundo se eu fizer o esforço necessário. Encontrei o pai da minha futura filha e estou quase decidindo o que quero da vida.
Dois mil e onze pareceu um ano que ia demorar para acabar. Acho que porque no quesito obrigações e estudos foi quase tudo uma grande bosta mesmo e o que eu mais queria era um peso a menos nos meus ombros pra relevar a chatice e falta de interesse que foi a faculdade esse ano. Quando eu percebi já era Natal.
Aliás, nesse último Natal eu não sei o que foi melhor. Se foi minha família inteira conhecendo meu namorado cujo sogro o proibiu de pisar na minha casa. Se foi a avó do Bu Couto no telefone me desejando Merry Christmas e melhoras da tuberculose que ele inventou que eu tinha desenvolvido. Ou se foi meu tio, tadinho, extrapolando os limites do bom senso e me dando de presente um livro do Silas Malafaia. No fim eu acho que o melhor mesmo foi ter ganhado da minha avó o perfume Diva Chic, que eu nem conhecia. Acho que ela certou totalmente na escolha.
Para dois mil e doze eu quero menos estresse, menos dúvidas, menos dívidas (se Zeus quiser) e mais dinheiro no bolso.
De quebra, desejo um ano novo bem neurótico pra todos vocês.
Conheci muita gente nova. Trabalhei com muita gente bacana e descobri que talvez eu possa servir para alguma coisa nesse mundo se eu fizer o esforço necessário. Encontrei o pai da minha futura filha e estou quase decidindo o que quero da vida.
Dois mil e onze pareceu um ano que ia demorar para acabar. Acho que porque no quesito obrigações e estudos foi quase tudo uma grande bosta mesmo e o que eu mais queria era um peso a menos nos meus ombros pra relevar a chatice e falta de interesse que foi a faculdade esse ano. Quando eu percebi já era Natal.
Aliás, nesse último Natal eu não sei o que foi melhor. Se foi minha família inteira conhecendo meu namorado cujo sogro o proibiu de pisar na minha casa. Se foi a avó do Bu Couto no telefone me desejando Merry Christmas e melhoras da tuberculose que ele inventou que eu tinha desenvolvido. Ou se foi meu tio, tadinho, extrapolando os limites do bom senso e me dando de presente um livro do Silas Malafaia. No fim eu acho que o melhor mesmo foi ter ganhado da minha avó o perfume Diva Chic, que eu nem conhecia. Acho que ela certou totalmente na escolha.
Para dois mil e doze eu quero menos estresse, menos dúvidas, menos dívidas (se Zeus quiser) e mais dinheiro no bolso.
De quebra, desejo um ano novo bem neurótico pra todos vocês.
2 de nov. de 2011
Aquele da resposta cretina
Acho engraçado como são aquelas pequenas coisas que nos fazem sentir como um completo idiota. Esses dias na Cidade Universitária enquanto esperava pelo meu ônibus, por acaso reencontrei um antigo amigo de escola com quem não falava há anos. Daí que por acaso ele estava acompanhado por uma amiga super simpática dele, a quem ele acabou resolvendo me apresentar.
Reencontro de antigos colegas de classe tem sempre aquela vibe de velhos tempos, né, em que você geralmente está ou tem que fingir estar interessado no que o outro anda aprontando e planejando na vida. Então, como eu disse, estávamos na Cidade Universitária, eu não fazia ideia de qual faculdade ele cursava, e então eu perguntei:
"Mas então, você está fazendo o quê aqui?"
"Estudando, né? Duh" respondeu a amiga dele pra mim.
E foi então que eu respirei fundo, contei até três e segui em frente. "Não... eu estava me referindo a qual curso...".
Mas depois eu fiquei pensando. Ter tido vontade de atirar na cara da garota com uma metralhadora por aquela resposta cretina por acaso me faz ter tendências leves à violência contra a mulher?
Mas por outro lado, talvez seja é melhor eu parar de fazer essas perguntas idiotamente ambíguas.
Boa sorte para mim.
Reencontro de antigos colegas de classe tem sempre aquela vibe de velhos tempos, né, em que você geralmente está ou tem que fingir estar interessado no que o outro anda aprontando e planejando na vida. Então, como eu disse, estávamos na Cidade Universitária, eu não fazia ideia de qual faculdade ele cursava, e então eu perguntei:
"Mas então, você está fazendo o quê aqui?"
"Estudando, né? Duh" respondeu a amiga dele pra mim.
E foi então que eu respirei fundo, contei até três e segui em frente. "Não... eu estava me referindo a qual curso...".
Mas depois eu fiquei pensando. Ter tido vontade de atirar na cara da garota com uma metralhadora por aquela resposta cretina por acaso me faz ter tendências leves à violência contra a mulher?
Mas por outro lado, talvez seja é melhor eu parar de fazer essas perguntas idiotamente ambíguas.
Boa sorte para mim.
12 de set. de 2011
Aquele do gasto desnecessário
Eu não sei qual é o meu problema quanto a poupar energia. Sei lá, vai ver eu sou meio retardado mesmo ou só um pouco sem noção para essas coisas, mas hoje eu estava pensando e percebi que eu tenho uma certa inclinação a gastar luz desnecessariamente. Aqui no meu quarto, por exemplo, a televisão geralmente fica ligada o-tempo-todo, tipo o dia inteiro, sabe. Mas a pergunta em questão quanto a isso é a seguinte: Eu assisto à TV o tempo todo? Claro que não, não sou doente. Eu tendo a acreditar que é mais o som mesmo. Às vezes eu estou usando o computador, escrevendo, lendo, ou desenhando, sei lá, mas a TV continua lá ligada. Eu posso ficar minutos, horas sem nem ao menos olhar para a tela ou até mesmo prestar atenção no que está sendo dito, mas eu jamais a desligo. Vai ver eu tenho lá meus motivos psicológicos para isso. Vai que o som da TV ligada me acalma?
Mas não é só isso, não. Eu costumo ficar meia hora debaixo do chuveiro elétrico tomando banho, duas vezes por dia. Isso dá uma hora gastando água quente. O computador nunca é desligado. E tem até uma coisa engraçada que acho que muito gente se identifica, mas que eu fiquei sabendo que gasta uma energia do caralho: Minhas pernas parecem que trabalham sozinhas de hora em hora em tempo regulado para dirigir meu corpo à cozinha para abrir a geladeira. Daí eu olho pro interior dela. Olho. E olho mais um pouco. E em seguida fecho sem apanhar absolutamente nada. Nem água. E isso no mínimo mais de dez vezes num dia só.
Não sei vocês, mas eu pessoalmente acho isso muita cretinice de minha parte. Eu sou um filho da puta.
Mas não é só isso, não. Eu costumo ficar meia hora debaixo do chuveiro elétrico tomando banho, duas vezes por dia. Isso dá uma hora gastando água quente. O computador nunca é desligado. E tem até uma coisa engraçada que acho que muito gente se identifica, mas que eu fiquei sabendo que gasta uma energia do caralho: Minhas pernas parecem que trabalham sozinhas de hora em hora em tempo regulado para dirigir meu corpo à cozinha para abrir a geladeira. Daí eu olho pro interior dela. Olho. E olho mais um pouco. E em seguida fecho sem apanhar absolutamente nada. Nem água. E isso no mínimo mais de dez vezes num dia só.
Não sei vocês, mas eu pessoalmente acho isso muita cretinice de minha parte. Eu sou um filho da puta.
3 de jul. de 2011
Aquele da pornografia
Se tem uma coisa capaz de me fazer refletir sobre a vida individual do ser humano é a pornografia. Acho que a gente tende a acreditar que aquelas pessoas nos vídeos pornográficos só existem naquela situação, mas nãaaaao é bem assim. Aquelas mesmas pessoas que compram o pão de cada dia sendo objeto visual da luxúria do homem e são tão julgadas e mal interpretadas são pessoas comuns também. Elas tem família. Tem mãe, pai, e se bobear até alguns filhos. E se a gente for parar pra pensar, pode ser até engraçado tentar raciocinar sobre como exatamente acontece essa escolha de "carreira".
"Mamãe, quero ser ator pornô."
Pronto. Imagina só uma mãe ouvir uma coisa dessas do próprio filho. Do próprio filho! Do filho de suas entranhas. Sabe, a idéia da sua própria família poder entrar na internet e baixar um vídeo seu fazendo sexo deve ser perturbadora. Quer dizer, até a sua avó pode aprender a usar a tal da internet e te ver fazendo besteirinha. Já pensaram nisso? A sua avó! Como é que ambas as partes conseguem dormir de noite sabendo disso? Não consigo compreender bem a dinâmica. Às vezes eu gostaria de sentar com um ator pornô, sabe, e tomar uma ou duas xícaras de chá. Batendo um papinho sobre sua visão de vida.
2 de jul. de 2011
Aquele da inveja
Acho que maioria das pessoas veem a inveja como uma coisa legitimamente ruim. Eu não consigo pensar assim. Sabe aquela coisa de mentira boa e mentira ruim? Quando você mente por uma boa causa, para ajudar alguém ou seja lá o que for, é totalmente diferente de você mentir para enganar ou ferrar uma pessoa. É a mesma psicologia. Há aquela inveja inocente do "ah, bem que seria legal ter acontecido comigo" e há aquela coisa absurdamente invejosa que você sente vontade de matar e esganar a pessoa à facadas por ela ter se dado super bem e você continuar na mesma merda.
Todo mundo sente inveja, e não venha me dizer que não, porque a gente sempre acha que a grama do vizinho é mais verde do que a nossa. É que nem notícia boa vinda de conhecidos, familiares, e às vezes até amigos. Honestamente, eu consigo me sentir genuinamente feliz, do tipo de dar pulinhos de alegria quando um amigo vem e me conta algo de bom que aconteceu com ele. Sabe, quando o amigo ganhou uma promoção foda ou começou a namorar, ou vai casar. Mas eu só tenho a impressão que essas coisas só acontecem alheiamente. É sempre o amigo que ganha uma oferta de emprego, é sempre o amigo que tá pegando o gostoso da boate, ou que está noivo depois de um relacionamento que já vai faz dois anos. É como se fosse uma avalanche de notícia ruim. Não que eu me sinta cheio de ódio das coisas boas que acontecem com os outros, mas qual é, são exatamente essas notícias que acabam te lembrando que você AINDA tá desempregado, que você AINDA não sabe o que tá fazendo da sua vida e que você AINDA não tem um namorado.
É aquela época que você para e pensa: Tá todo mundo se dando bem e a minha vida continua o mesmo monte de bosta. Mas isso a gente tem que encarar com uma coisa boa. Uma inveja boa. Não é como se a gente quisesse que nossos amigos/conhecidos/familiares estivessem na merda também. A gente até fica feliz por eles. A gente fica. Mas bem que a vida poderia dar uma notícia legal para nós também, que já estamos cansados de receber na cara. Sabe, só pra variar
Todo mundo sente inveja, e não venha me dizer que não, porque a gente sempre acha que a grama do vizinho é mais verde do que a nossa. É que nem notícia boa vinda de conhecidos, familiares, e às vezes até amigos. Honestamente, eu consigo me sentir genuinamente feliz, do tipo de dar pulinhos de alegria quando um amigo vem e me conta algo de bom que aconteceu com ele. Sabe, quando o amigo ganhou uma promoção foda ou começou a namorar, ou vai casar. Mas eu só tenho a impressão que essas coisas só acontecem alheiamente. É sempre o amigo que ganha uma oferta de emprego, é sempre o amigo que tá pegando o gostoso da boate, ou que está noivo depois de um relacionamento que já vai faz dois anos. É como se fosse uma avalanche de notícia ruim. Não que eu me sinta cheio de ódio das coisas boas que acontecem com os outros, mas qual é, são exatamente essas notícias que acabam te lembrando que você AINDA tá desempregado, que você AINDA não sabe o que tá fazendo da sua vida e que você AINDA não tem um namorado.
É aquela época que você para e pensa: Tá todo mundo se dando bem e a minha vida continua o mesmo monte de bosta. Mas isso a gente tem que encarar com uma coisa boa. Uma inveja boa. Não é como se a gente quisesse que nossos amigos/conhecidos/familiares estivessem na merda também. A gente até fica feliz por eles. A gente fica. Mas bem que a vida poderia dar uma notícia legal para nós também, que já estamos cansados de receber na cara. Sabe, só pra variar
31 de mai. de 2011
Aquele da super autoestima
Eu vou falar que eu não entendo essas pessoas que precisam se auto-afirmar. Pode ser com relação ao trabalho, pode ser estudos, pode ser sexo, pode ser qualquer coisa. Eu não entendo. Deve ser por eu me ver como essa pessoa tão humilde e modesta que sou, não sei. Mas esse tipo de coisa me faz pensar sobre como, na verdade, alguns certos comentários que ouvimos por aí simplesmente não procedem. Sabe, ás vezes não tem como a pessoa saber se está, de fato, falando uma baboseira ou algo preciso. Sabe aqueles caras metido a pegador que se vangloriam até a morte pelos seus pênis imensos e sobre como eles conseguem fazer subir pelas paredes as loucas que aceitam ir para a cama com ele? Então.
Pois outro dia estávamos na faculdade conversando sobre os mistérios do orgasmo feminino. Eu ainda era calouro na época, dezessete anos e se me lembro bem, estávamos num grupo de quatro. Três caras e uma menina. E daí um deles soltou a seguinte pérola:
"Ah, mas nem é tão difícil dar prazer para uma mulher até ela chegar ao orgasmo."
E dois anos após ter ouvido esse mesmo comentário, eu ainda fico pensando sobre ele. Quero dizer, um pós-adolescente (porque a personalidade devia ter uns vinte anos na época, acredito) cuspir um comentário desses como o bom entendedor do sexo para as mulheres? É hilário! A não ser que algo de realmente extraordinário tenha acontecido e ele tenha sido agraciado (agraciado?) com uma vagina por um dia. O que eu duvido.
E é isso o que eu tenho que ouvir no meu dia a dia. Sobre como meus amigos acham que são os reis do sexo ou que fazem os melhores boquetes ou que beijam muito bem. Pessoalmente eu não acho que eu beije lá muito bem, não. Até porque eu nem beijei tantas pessoas assim na vida. E sinceramente? Já tive um ou dois reclamando do meu beijo e também já tive alguns elogios bem interessantes, o que me levou a conclusão que na verdade esse tipo de coisa tem mais a ver com química do que com uma "qualidade". Mas sabe que quando esse aflorar de super autoestima acontece eu geralmente prefiro ficar calado?
"Ah, porque o meu beijo é MUITO gostoso." me disseram uma vez.
"Ah, é mesmo?" eu perguntei em resposta. E acredito ter acentuado a pergunta com um leve tom de deboche, mas isso acontece tanto que chega a ser natural e eu não controlo. Geralmente as pessoas não veem isso com bons olhos...
"Por que? Tá duvidando? Você já me beijou por acaso?"
E daí eu penso. Não, eu não beijei. Mas... a pessoa também não se beijou para ter tanta certeza assim.
Não é mesmo?
São coisas que me fazem refletir.
Pois outro dia estávamos na faculdade conversando sobre os mistérios do orgasmo feminino. Eu ainda era calouro na época, dezessete anos e se me lembro bem, estávamos num grupo de quatro. Três caras e uma menina. E daí um deles soltou a seguinte pérola:
"Ah, mas nem é tão difícil dar prazer para uma mulher até ela chegar ao orgasmo."
E dois anos após ter ouvido esse mesmo comentário, eu ainda fico pensando sobre ele. Quero dizer, um pós-adolescente (porque a personalidade devia ter uns vinte anos na época, acredito) cuspir um comentário desses como o bom entendedor do sexo para as mulheres? É hilário! A não ser que algo de realmente extraordinário tenha acontecido e ele tenha sido agraciado (agraciado?) com uma vagina por um dia. O que eu duvido.
E é isso o que eu tenho que ouvir no meu dia a dia. Sobre como meus amigos acham que são os reis do sexo ou que fazem os melhores boquetes ou que beijam muito bem. Pessoalmente eu não acho que eu beije lá muito bem, não. Até porque eu nem beijei tantas pessoas assim na vida. E sinceramente? Já tive um ou dois reclamando do meu beijo e também já tive alguns elogios bem interessantes, o que me levou a conclusão que na verdade esse tipo de coisa tem mais a ver com química do que com uma "qualidade". Mas sabe que quando esse aflorar de super autoestima acontece eu geralmente prefiro ficar calado?
"Ah, porque o meu beijo é MUITO gostoso." me disseram uma vez.
"Ah, é mesmo?" eu perguntei em resposta. E acredito ter acentuado a pergunta com um leve tom de deboche, mas isso acontece tanto que chega a ser natural e eu não controlo. Geralmente as pessoas não veem isso com bons olhos...
"Por que? Tá duvidando? Você já me beijou por acaso?"
E daí eu penso. Não, eu não beijei. Mas... a pessoa também não se beijou para ter tanta certeza assim.
Não é mesmo?
São coisas que me fazem refletir.
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