31 de jul de 2011

Aquele do Zelda Day

Eu nunca tive um Nitendo 64 e eu nunca joguei Zelda, mas ontem, dia 30, aconteceu um tal de Zelda Day lá numa praça de Ipanema. Um daqueles eventos que reune um grupo de nerds que curtem as mesmas coisas. Então juntamos eu, @bubucouto e mais alguns amigos e fomos para o tal "evento" no único propósito de ver gente vestida de verde e encher a cara.

Eu não sei bem o motivo, mas quando junta Bruno e eu para chegar em algum evento, nunca conseguimos chegar na hora. Teve uma vez que decidimos ver o bloco da Preta Gil e enrolamos tanto em casa pra almoçar que quando conseguimos chegar na praia o bloco já tinha terminado. Não foi uma coisa ruim porque o dia rendeu à beça, mas isso já é história para outro post. Mas continuando, dessa vez então o atraso não foi culpa nossa. O transporte público do Rio de Janeiro estava conspirando contra nós. Ficamos a vida esperando uma droga de ônibus passar e o ônibus nem tchum.

"Quer pegar o metrô?" Bruno me perguntou.

"Quero".

E fomos. Subimos a passarela da Presidente Vargas e não deu outra. DOIS do nosso ônibus passam. Mas OK, ainda tinhamos o metrô, pensamos ingenuamente. Hah. Quando chegamos na entrada do metrô, estava fechado.

Enfim. Nós acabamos brotando lá duas horas atrasados, a parada já tinha até terminado e só tinha sobrado lá as pessoas bebendo e fazendo social. Resumindo: Chegamos na melhor parte.

Tiramos fotos com as estátuas de Ipanema, gravamos um vídeo de um coqueiro que girava, participamos de uma pesquisa... Não deu duas horas eu já estava girando de bêbado e resolvemos brincar no playground. Subi no balanço num pulo. Não deu cinco minutos e a corrente enferrujada do balanço arrebenta, eu caio de joelhos no chão, meu óculos voa e eu começo a pedir ajuda para encontrá-lo. Não enxergo sem eles. O que foi que nós fizemos? Fingimos que nada aconteceu e demos o fora de lá.

Dia digno.

23 de jul de 2011

Aquele da tirinha #003

Acontecimento verídico

Agradecimentos especiais a C.
E piadinhas a parte porque no twitter já tem de montes.
E que a Amy Winehouse descanse em paz.

17 de jul de 2011

Aquele do fim de Harry Potter

Ontem eu finalmente fui aos cinemas assistir ao bendito último filme da saga Harry Potter e desde então eu entrei num tipo de estado de crise existencial profunda. Quero dizer, o que vai ser da minha vida agora? Vou passar o resto dos meus dias aguardando o quê? O QUÊ? A sensação de não ter mais um livro/filme da saga para ficar na expectativa de ser lançado é muito estranha. Mas o que mais me consola estando nessa situação é saber que outras milhões de pessoas devem estar passando pela mesmíssima coisa neste exato momento, algumas com certeza bem piores do que eu definhando em lágrimas. Porque né, a gente sabe que esses neuróticos existem por aí.

Eu sempre fui MUITO fã de Harry Potter, sabe. E bom, embora o meu nível de viciado diminuiu com o tempo, eu tive a minha época de fã hardcore super alucinado. Eu passei por essa fase e não me arrependo de nada. Das horas da minha vida que perdi vendo os filmes repetidamente, lendo os livros trilhões de vezes, participando ativamente do mundo das fanfics, de fóruns, comunidades etc. Tudo valeu a pena, e eu fiz muitos amigos por causa de Harry Potter também. Amigos que guardo e cultivo até hoje.

E agora acabou, galere. Acabou. Foi-se e não terá retorno. Não que eu queira um retorno. Definitivamente eu não faço parte dessa gente que espera por um oitavo livro da Rowling ou coisa parecida. Acho que o universo de Potter já deu o que tinha que dar, porque porra, foi uma jornada muito longa. Muito longa. Eu devia ter uns dez anos quando comecei a ler os livros e eu peguei a febre bem no comecinho, mesmo. Foram anos de espera, anos de aguardo para saber o que de fato acontecia no final. E agora que acabou e a gente já sabe que fim deu a gente fica assim, meio sem saber o que fazer. Sem saber pra onde ir, pra que lado seguir. Pode ser bobo para gente que não é fanzão da saga ler isso. Eu acharia bobo. E digo mais, tenho a impressão que esse sentimento se agrava com gente como eu que cresceu com os livros, que passou desde a infância, puberdade e o início da vida adulta com a saga. Mas é exatamente dessa forma meio depressiva que a gente se sente. É aquela pergunta que bate: O que eu vou fazer agora da minha vida que Harry Potter acabou?

9 de jul de 2011

Aquele do trem

Trem é uma coisa triste. O meio de transporte carioca em si é uma coisa muito triste. Mas o trem quebra recordes.

O que eu mais odeio no trem são as pessoas se matando pra pegar lugar. Parece um bando de animais se estapeando por uma coisa tão banal quanto um banco pra sentar. Eu particularmente não acho que há necessidade dessas medidas extremas, não. Até porque quando isso acontece, eu prefiro esperar toda a gentalha entrar, se estapear, se bater, se matar etc. Daí sim eu entro no vagão para encontrar algum canto para ficar. Porque veja bem, eu prefiro manter distância dessa gente desesperada, suada, que acabou de sair do trabalho, sem tomar banho há horas, fedendo a cecê a me meter com elas. E eu sou alérgico a cecê.

O pior é quando não te deixam sair do vagão quando você precisa. Outro dia eu tive que dar um empurrão numa senhora ENORME com toda a minha força para sair daquele inferno. Veio a multidão de fora querendo entrar, a multidão de dentro querendo sair. E a maldita senhora na minha frente tentando entrar no vagão como se sua vida dependesse daquilo. E não é que a filha da puta não deixava eu sair? Cadê aquela lei social dos vagões em que você ESPERA as pessoas saírem para você entrar em seguida? Fui praticamente obrigado a partir pra baixaria. Dei na gorda e a tirei do meu caminho.

Mas a criatividade companhia de trem ainda consegue nos surpreender mais do que os perrengues que passamos com as outras pessoas que pegam os trem com a gente. Uma coisa da Supervia que eu acho muito interessante é a propaganda contra os empata-portas. Pra quem não sabe, os empata-portas são aquelas pessoas super legais que acham engraçado colocar o corpo entre as portas do trem para que o carro não saia da estação. O slogan da propaganda é o seguinte:

"Não aceite o empata-porta,
ele não é um de nós."


E não é que eles REALMENTE colocaram uma espécie de ET como empata-portas na propaganda? Olha a cabecinha dele com a anteninha em forma de duchinha. Criatividade pura.

3 de jul de 2011

Aquele da pornografia

Se tem uma coisa capaz de me fazer refletir sobre a vida individual do ser humano é a pornografia. Acho que a gente tende a acreditar que aquelas pessoas nos vídeos pornográficos só existem naquela situação, mas nãaaaao é bem assim. Aquelas mesmas pessoas que compram o pão de cada dia sendo objeto visual da luxúria do homem e são tão julgadas e mal interpretadas são pessoas comuns também. Elas tem família. Tem mãe, pai, e se bobear até alguns filhos. E se a gente for parar pra pensar, pode ser até engraçado tentar raciocinar sobre como exatamente acontece essa escolha de "carreira".

"Mamãe, quero ser ator pornô."

Pronto. Imagina só uma mãe ouvir uma coisa dessas do próprio filho. Do próprio filho! Do filho de suas entranhas. Sabe, a idéia da sua própria família poder entrar na internet e baixar um vídeo seu fazendo sexo deve ser perturbadora. Quer dizer, até a sua avó pode aprender a usar a tal da internet e te ver fazendo besteirinha. Já pensaram nisso? A sua avó! Como é que ambas as partes conseguem dormir de noite sabendo disso? Não consigo compreender bem a dinâmica. Às vezes eu gostaria de sentar com um ator pornô, sabe, e tomar uma ou duas xícaras de chá. Batendo um papinho sobre sua visão de vida.

2 de jul de 2011

Aquele da inveja

Acho que maioria das pessoas veem a inveja como uma coisa legitimamente ruim. Eu não consigo pensar assim. Sabe aquela coisa de mentira boa e mentira ruim? Quando você mente por uma boa causa, para ajudar alguém ou seja lá o que for, é totalmente diferente de você mentir para enganar ou ferrar uma pessoa. É a mesma psicologia. Há aquela inveja inocente do "ah, bem que seria legal ter acontecido comigo" e há aquela coisa absurdamente invejosa que você sente vontade de matar e esganar a pessoa à facadas por ela ter se dado super bem e você continuar na mesma merda.

Todo mundo sente inveja, e não venha me dizer que não, porque a gente sempre acha que a grama do vizinho é mais verde do que a nossa. É que nem notícia boa vinda de conhecidos, familiares, e às vezes até amigos. Honestamente, eu consigo me sentir genuinamente feliz, do tipo de dar pulinhos de alegria quando um amigo vem e me conta algo de bom que aconteceu com ele. Sabe, quando o amigo ganhou uma promoção foda ou começou a namorar, ou vai casar. Mas eu só tenho a impressão que essas coisas só acontecem alheiamente. É sempre o amigo que ganha uma oferta de emprego, é sempre o amigo que tá pegando o gostoso da boate, ou que está noivo depois de um relacionamento que já vai faz dois anos. É como se fosse uma avalanche de notícia ruim. Não que eu me sinta cheio de ódio das coisas boas que acontecem com os outros, mas qual é, são exatamente essas notícias que acabam te lembrando que você AINDA tá desempregado, que você AINDA não sabe o que tá fazendo da sua vida e que você AINDA não tem um namorado.

É aquela época que você para e pensa: Tá todo mundo se dando bem e a minha vida continua o mesmo monte de bosta. Mas isso a gente tem que encarar com uma coisa boa. Uma inveja boa. Não é como se a gente quisesse que nossos amigos/conhecidos/familiares estivessem na merda também. A gente até fica feliz por eles. A gente fica. Mas bem que a vida poderia dar uma notícia legal para nós também, que já estamos cansados de receber na cara. Sabe, só pra variar