23 de nov de 2012

Aquele do alívio

Eu estava lá, cuidando da minha própria vida, prestes a sair da estação de metrô quando um negão enorme com o dobro do meu tamanho cruzou o meu caminho.

"E aí, você topa tudo?", ele perguntou.

Não que eu tope tudo, porque a verdade é que ninguém realmente topa tudo, mas história vai, história vem e quando eu me dei conta eu já estava dentro de um quarto de hotel com um negão que não se assemelhava nem um pouco com o meu namorado.

"Você tem camisinha?", perguntei.

"Tenho."

Acho que todo mundo que está ou esteve num relacionamento sério pensa ou já pensou naquela possibilidade de traição. Eu sempre acreditei que a minha estivesse numa relação de uma por um milhão, mas pelo menos eu usei camisinha. Eu podia até estar certo sobre essa questão da probabilidade, eu só tive a má sorte dela cruzar o meu caminho.

E a convivência com a culpa? Conto ou não conto? Eu não sei como as outras pessoas conseguem, mas conviver com a culpa é uma coisa com a qual eu definitivamente não sei lidar. Se você não quer pagar a pena, não cometa o crime. Não é isso que dizem?

Não tem como eu descrever o alívio que eu senti quando eu acordei daquele pesadelo e não precisei mais tomar a decisão. Meio que me faz pensar que a probabilidade caiu para zero. Se em sonho a situação era tão angustiante, imagina em carne e osso?

4 comentários:

  1. A culpa é um sentimento que mata a gente...

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  2. Esse sonho rende análises bem profundas, muito além da culpa em trair... mas que bom que foi só sonho! =)

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  3. jorge pensando em um negão. hummm fantaisa?

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